E, por fim, meu Imaculado Coração triunfará!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A IMITAÇÃO DE CRISTO (Segunda parte)

14. Como se deve evitar o juízo temerário
  1. Relanceia sobre ti o olhar e guarda-te de julgar as ações alheias. Quem julga os demais perde o trabalho, quase sempre se engana e facilmente peca; mas, examinando-se e julgando-se a si mesmo, trabalha sempre com proveito. De ordinário, julgamos as coisas segundo a inclinação do nosso coração, pois o amor-próprio facilmente nos altera a retidão do juízo. Se Deus fora sempre o único objetivo dos nossos desejos, não nos perturbaria tão facilmente qualquer oposição ao nosso parecer.
  2. Muitas vezes existe, dentro ou fora de nós, alguma coisa que nos atrai e em nós influi. Muitos buscam secretamente a si mesmos em suas ações, e não o percebem. Parecem até gozar de boa paz, enquanto as coisas correm à medida de seus desejos; mas, se de outra sorte sucede, logo se inquietam e entristecem. Da discrepância de pareceres e opiniões freqüentemente nascem discórdias entre amigos e vizinhos, entre religiosos e pessoas piedosas.
  3. É custoso perder um costume inveterado, e ninguém renuncia, de boa mente, a seu modo de ver. Se mais confias em tua razão e talento que na graça de Jesus Cristo, só raras vezes e tarde serás iluminado; pois Deus quer que nos sujeitemos perfeitamente a ele e que nos elevemos acima de toda razão humana, inflamados do seu amor. 
16. Do Sofrer os defeitos dos outros
  1. Aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve-o tolerar com paciência, até que Deus disponha de outro modo. Considera que talvez seja melhor assim, para provar tua paciência, sem a qual não têm grande valor nossos méritos. Todavia, convém, nesses embaraços, pedir a Deus que te auxilie, para que os possas levar com seriedade.
  2. Se alguém, com uma ou duas advertências, não se emendar, não contendas com ele; mas encomenda tudo a Deus para que seja feita a sua vontade, e seja ele honrado em todos os seus servos, pois sabe tirar bem do mal. Procura sofrer com paciência os defeitos e quaisquer imperfeições dos outros, pois tens também muitas que os outros têm de aturar. Se não te podes modificar como desejas, como pretendes ajeitar os outros à medida de teus desejos? Muito desejamos que os outros sejam perfeitos, e nem por isso emendamos as nossas faltas.
  3. Queremos que os outros sejam corrigidos com rigor, e nós não queremos ser repreendidos. Estranhamos a larga liberdade dos outros, e não queremos sofrer recusa alguma. Queremos que os outros sejam apertados por estatutos e não toleramos nenhum constrangimento que nos coíba. Donde claramente se vê quão raras vezes tratamos o próximo como a nós mesmos. Se todos fossem perfeitos, que teríamos então de sofrer nós mesmos por amor de Deus?
  4. Ora, Deus assim o dispôs para que aprendamos a carregar uns o fardo dos outros; porque ninguém há sem defeito; ninguém sem carga; ninguém com força e juízo bastante para si; mas cumpre que uns aos outros nos suportemos, consolemos, auxiliemos, instruamos e aconselhemos. Quanta virtude cada um possui, melhor se manifesta na ocasião da adversidade; pois as ocasiões não fazem o homem fraco, mas revelam o que ele é.
Pessoal, esse livro é INCRIVEL, vale apena comprá-lo e lê-lo com atenção e zelo. Nesse Natal vou dá-lo de presente a uma pessoa muito especial, minha irmã mais velha. Foi ela quem me inspirou e despertou em mim o desejo e o amor pela catequese.

domingo, 29 de novembro de 2009

A IMITAÇÃO DE CRISTO

Olá pessoal, O Senhor esteja convosco!
Estava pensando em postar hoje um artigo muito especial, mas não sabia ainda o que, necessariamente. Então  resolvi fazer pesquisas em alguns sites e veio a inpiração: irei postar artigos sobre o  livro A IMITAÇÃO DE CRISTO - Tomas Kempis. É um livro fascinante, consegui baixá-lo na internet (http://imitacaodecristo.50webs.com) para uma melhor compreensão, recomendo ler um capítulo por dia. Boa leitura!

I Capítulo

I. AVISOS ÚTEIS PARA A VIDA ESPIRITUAL

1. Da imitação de Cristo e desprezo de todas as vaidades do mundo

  1. Quem me segue não anda nas trevas, diz o Senhor (Jo 8,12). São estas as palavras de Cristo, pelas quais somos advertidos que imitemos sua vida e seus costumes, se verdadeiramente queremos ser iluminados e livres de toda cegueira de coração. Seja, pois, o nosso principal empenho meditar sobre a vida de Jesus Cristo.
  2. A doutrina de Cristo é mais excelente que a de todos os santos, e quem tiver seu espírito encontrará nela um maná escondido. Sucede, porém, que muitos, embora ouçam frequentemente o Evangelho, sentem nele pouco enlevo: é que não possuem o espírito de Cristo. Quem quiser compreender e saborear plenamente as palavras de Cristo é-lhe preciso que procure conformar à dele toda a sua vida.
  3. Que te aproveita discutires sabiamente sobre a SS. Trindade, se não és humilde, desagradando, assim, a essa mesma Trindade? Na verdade, não são palavras elevadas que fazem o homem justo; mas é a vida virtuosa que o torna agradável a Deus. Prefiro sentir a contrição dentro de minha alma, a saber defini-la. Se soubesses de cor toda a Bíblia e as sentenças de todos os filósofos, de que te serviria tudo isso sem a caridade e a graça de Deus? Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade (Ecle 1,2), senão amar a Deus e só a ele servir. A suprema sabedoria é esta: pelo desprezo do mundo tender ao reino dos céus.
  4. Vaidade é, pois, buscar riquezas perecedoras e confiar nelas. Vaidade é também ambicionar honras e desejar posição elevada. Vaidade, seguir os apetites da carne e desejar aquilo pelo que, depois, serás gravemente castigado. Vaidade, desejar longa vida e, entretanto, descuidar-se de que seja boa. Vaidade, só atender à vida presente sem providenciar para a futura. Vaidade, amar o que passa tão rapidamente, e não buscar, pressuroso, a felicidade que sempre dura. Lembra-te a miúdo do provérbio: Os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir (Ecle 1,8). Portanto, procura desapegar teu coração do amor às coisas visíveis e afeiçoá-lo às invisíveis: pois aqueles que satisfazem seus apetites sensuais mancham a consciência e perdem a graça de Deus. 
 XVIII Capítulo

8. Como se deve evitar a excessiva familiaridade

  1. Não abras teu coração a qualquer homem (Eclo 8,22); mas trata de teus negócios com o sábio e temente a Deus. Com moços e estranhos conversa pouco. Não lisonjeies os ricos, nem busques aparecer muito na presença dos potentados. Busca a companhia dos humildes e simples, dos devotos e morigerados, e trata com eles de assuntos edificantes. Não tenhas familiaridade com mulher alguma; mas, em geral, encomenda a Deus todas as que são virtuosas. Procura intimidade com Deus apenas, e seus anjos, e foge de seres conhecidos dos homens.
  2. Caridade se deve ter para com todos; mas não convém ter com todos a familiaridade. Sucede, freqüentemente, gozar de boa reputação pessoa desconhecida que, na sua presença, desagrada aos olhos dos que a vêem. Julgamos, às vezes, agradar aos outros com a nossa intimidade, mas antes os aborrecemos com os defeitos que em nós vão descobrindo.

 Fonte: http://imitacaodecristo.50webs.com/I_AVISOS_TEIS_PARA_A_VIDA_E.html


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ADVENTO (continuação)

No Novo Testamento o mesmo termo “Basiléia” pode ser traduzido por realeza (nome abstrato), reino (nome concreto) ou reinado (nome de ação). O Reino de Deus existe antes de nós. Aproximou-se no Verbo encarnado, é anunciado ao longo de todo o Evangelho, veio na morte e na Ressurreição de Cristo. O Reino de Deus vem desde a santa Ceia e na Eucaristia: ele está no meio de nós. O Reino virá na glória quando Cristo o restituir a seu Pai: O Reino de Deus pode até significar o Cristo em pessoa, a quem invocamos com nossas súplicas todos os dias e cuja vinda queremos apressar por nossa espera. Assim como Ele é nossa Ressurreição, pois nele nós ressuscitamos, assim também pode ser o Reino de Deus, pois nele nós reinaremos . (CIC 2816)

Este pedido é o “Marana Tha”, o grito do Espírito e da Esposa: “Vem, Senhor Jesus”! Mesmo que esta oração não nos tivesse imposto um dever de pedir a vinda deste Reino, nós mesmos, por nossa iniciativa, teríamos soltado este grito, apressando-nos a ir abraçar nossas esperanças. As almas dos mártires, sob o altar, invocam o Senhor com grandes gritos: “Até quando, Senhor, tardarás a pedir contas de nosso sangue aos habitantes da terra?” (Ap 6,10). Eles devem, com efeito, obter justiça no fim dos tempos. Senhor, apressa portanto a vinda de teu reinado . (CIC 2817)

A vitória sobre o “príncipe deste mundo” foi alcançada, de uma vez por todas, na Hora em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar sua vida. É o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo é “lançado fora” , “Ele põe-se a perseguir a Mulher” , mas não tem poder sobre ela: a nova Eva, “cheia de graça” por obra do Espírito Santo, é preservada do pecado e da corrupção da morte (Imaculada Conceição e Assunção da Santíssima Mãe de Deus, Maria, sempre virgem). “Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi então guerrear contra o resto de seus descendentes” (Ap 12,17). Por isso o Espírito e a Igreja rezam: “Vem, Senhor Jesus” (Ap 22,17.20), porque a sua Vinda nos livrará do Maligno. (CIC 2853)

Ao pedir que nos livre do Maligno, pedimos igualmente que sejamos libertados de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador. Neste último pedido, a Igreja traz toda a miséria do mundo diante do Pai. Com a libertação dos males que oprimem a humanidade, ela implora o dom precioso da paz e a graça de esperar perseverantemente o retorno de Cristo. Rezando dessa forma, ela antecipa, na humildade da fé, a recapitulação de todos e de tudo naquele que “detém as chaves da Morte e do Hades” (Ap 1,18), “o Todo-poderoso, Aquele que é, Aquele que era e Aquele que vem” (Ap 1,8) : Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados por vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador . (CIC 2854)


A Virgem Maria realiza da maneira mais perfeita a obediência da fé. Na fé, Maria acolheu o anúncio e a promessa trazida pelo anjo Gabriel, acreditando que “nada é impossível a Deus” (Lc 1,37) e dando seu assentimento: ”Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Isabel a saudou: “Bem-aventurada a que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido” (Lc 1,45). É em virtude desta fé que todas as gerações a proclamarão bem-aventurada . (CIC 148)

Durante toda a sua vida e até sua última provação , quando Jesus, seu filho, morreu na cruz, sua fé não vacilou. Maria não deixou de crer “no cumprimento” da Palavra de Deus. Por isso a Igreja venera em Maria a realização mais pura da fé. (CIC 149)

Ao anúncio de que, sem conhecer homem algum, ela conceberia o Filho do Altíssimo pela virtude do Espírito Santo , Maria respondeu com a “obediência da fé”, certa de que “nada é impossível a Deus”: “Eu sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,37-38). Assim, dando à Palavra de Deus o seu consentimento, Maria se tornou Mãe de Jesus e, abraçando de todo o coração, sem que nenhum pecado a retivesse, a vontade divina da salvação, entregou-se ela mesma totalmente à pessoa e à obra de seu Filho, para servir, na dependência dele e com Ele, pela graça de Deus, ao Mistério da Redenção . Como diz Sto. Irineu, “obedecendo, se fez causa de salvação tanto para si como para todo o gênero humano”. Do mesmo modo, não poucos antigos Padres dizem com ele: “O nó da desobediência de Eva foi desfeito pela obediência de Maria; o que a virgem Eva ligou pela incredulidade a virgem Maria desligou pela fé”. Comparando Maria com Eva, chamam Maria de “mãe dos viventes” e com freqüência afirmam: “Veio a morte por Eva e a vida por Maria”. (CIC 494)


Fonte: Catecismo da Igreja Católica - CIC

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ADVENTO


O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.

A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal imensidão que Deus quis prepará-lo durante séculos. Ritos e sacrifícios, figuras e símbolos da “Primeira Aliança”, tudo ele faz convergir para Cristo; anuncia-o pela boca dos profetas que se sucedem em Israel. Desperta, além disso, no coração dos pagãos a obscura expectativa desta vinda. (CIC 522)

São João Batista é o precursor imediato do Senhor, enviado para preparar-lhe o Caminho . “Profeta do Altíssimo” (Lc 1,76), ele supera todos os profetas, deles é o último , inaugura o Evangelho ; saúda a vinda de Cristo desde o seio de sua mãe e encontra sua alegria em ser “o amigo do esposo” (Jo 3,29), que designa como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Precedendo a Jesus “com o espírito e o poder de Elias” (Lc 1,17), dá-lhe testemunho por sua pregação, seu batismo de conversão e, finalmente, seu martírio . (CIC 523)

Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda . Pela celebração da natividade e do martírio do Precursor, a Igreja se une a seu desejo: “É preciso que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30). (CIC 524)

Cristo afirmou antes de sua Ascensão que ainda não chegara a hora do estabelecimento glorioso do Reino messiânico esperado por Israel , que deveria trazer a todos os homens, segundo os profetas , a ordem definitiva da justiça, do amor e da paz. O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho , mas é também um tempo ainda marcado pela "tristeza" e pela provação do mal , que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias . E um tempo de expectativa e de vigília . (CIC 672)

A partir da Ascensão, o advento de Cristo na glória é iminente , embora não nos "caiba conhecer os tempos e os momentos que o Pai fixou com sua própria autoridade" (At 1,7) . Este acontecimento escatológico pode ocorrer a qualquer momento , ainda que estejam "retidos" tanto ele como a provação final que há de precedê-lo . (CIC 673)

A vinda do Messias glorioso depende a todo momento da história do reconhecimento dele por "todo Israel" . Uma parte desse Israel se "endureceu" (Rm 11,25) na "incredulidade" (Rm 11,20) para com Jesus. S. Pedro o afirma aos judeus de Jerusalém depois de Pentecostes: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, a fim de que sejam apagados os vossos pecados e deste modo venham da face do Senhor os tempos de refrigério. Então enviará ele o Cristo que vos foi destinado, Jesus, a quem o céu deve acolher até os tempos da restauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca de seus santos profetas" (At 3,19-21). E S. Paulo lhe faz eco: "Se a rejeição deles resultou na reconciliação do mundo, o que será o acolhimento deles senão a vida que vem dos mortos?" A entrada da "plenitude dos judeus" na salvação messiânica, depois da "plenitude dos pagãos" , dará ao Povo de Deus a possibilidade de "realizar a plenitude de Cristo" (Ef 4,13), na qual "Deus será tudo em todos" (1Cor 15,28). (CIC 674)

De resto, quando se considera o futuro, o povo de deus da Antiga Aliança e o novo Povo de Deus tendem para fins análogos: a espera da vinda ( ou da volta) do Messias. Mas o que se espera é, do lado dos cristãos, a volta do Messias, morto e ressuscitado, reconhecido como Senhor e Filho de Deus, e do lado dos hebreus, a vinda do Messias – cujos traços permanecem encobertos ---, no fim dos tempos, espera esta acompanhada do drama da ignorância ou do desconhecimento de Cristo Jesus. (CIC 840)

No limiar da vida pública, o Batismo; no limiar da Páscoa, a Transfiguração. Pelo Batismo de Jesus “declaratum fuit mysterium primae regenerationis – foi manifestado o mistério da primeira regeneração”: o nosso Batismo; a Transfiguração “est sacramentum secundae regenerationis – é o sacramento da segunda regeneração”: a nossa própria ressurreição . Desde já participamos da Ressurreição do Senhor pelo Espírito Santo que age nos sacramentos do Corpo de Cristo. A Transfiguração dá-nos um antegozo da vinda gloriosa do Cristo, “que transfigurará nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso” (Fl 3,21). Mas ela nos lembra também “que é preciso passarmos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus” (At 14,22): Pedro ainda não tinha compreendido isso ao desejar viver com Cristo sobre a montanha . Ele reservou-te isto, Pedro, para depois da morte. Mas agora Ele mesmo diz: Desce para sofrer na terra, para servir na terra, para ser desprezado, crucificado na terra. A Vida desce para fazer-te matar; o Pão desce para ter fome; o Caminho desce para cansar-se da caminhada; a Fonte desce para ter sede; e tu recusas sofrer? (CIC 556)

Na Eucaristia, a Oração do Senhor manifesta também o caráter escatológico de seus pedidos. É a oração própria dos “últimos tempos”, dos tempos da salvação que começaram com a efusão do Espírito Santo e que terminarão com a Volta do Senhor. Os pedidos ao nosso Pai, ao contrário das orações da Antiga Aliança, apóiam-se sobre o mistério da salvação já realizada, uma vez por todas, em Cristo crucificado e ressuscitado. (CIC 2771)

Desta fé inabalável brota a esperança que anima cada um dos sete pedidos. Estes exprimem os gemidos do tempo presente, este tempo de paciência e de espera durante o qual “ainda não se manifestou o que nós seremos” (1Jo 3,2) . A Eucaristia e o Pai-Nosso apontam para a vinda do Senhor, “até que Ele venha” (1Cor 11,26). (CIC 2772)

Continua...

Fonte: Catecismo da Igreja Católica

domingo, 22 de novembro de 2009

OS PECADOS MORTAIS

(Passamos abaixo uma relação dos pecados mortais mais comuns, para que as pessoas, possam fazer uma boa revisão de vida. O dia da Justiça chega, e não nos deve pegar de surpreza.)

I. Os pecados são chamados mortais quando preenchem três condições:

1. Uma matéria seriamente pecaminosa ou algo que nós achamos ser matéria pecaminosa.

2. Nós sabemos que é uma matéria séria.

3. Nós consentimos totalmente, sabendo que é um pecado grave.

Os pecados mortais estão indicados na Sagrada Escritura:

1 João 5:17: “...há pecado que conduz à morte.”

Apocalipse 3:1: “...conheço as tuas obras, (sei) que tens a reputação de que vives, e estás morto.”

Gálatas 5:19-21: “Ora as obras da carne são manifestas: são o adultério, a fornicação, a impureza, a luxúria, a idolatria, os malefícios, as inimizades, as contendas, as rivalidades, as iras, as rixas, as discórdias, as seitas, as invejas, os homicídios, a embriaguez, as glutonarias e outras coisas semelhantes, sobre as quais vos previno, como já vos disse, que os que as praticam não possuirão o reino de Deus.”

Se alguém não sabe que algo é pecado mortal, embora tenha-o cometido, esta pessoa, por ignorância, é inocente perante Deus. Entretanto, falando-se materialmente ou objetivamente continua a ser um pecado mortal, embora formalmente não o seja. O pecado mortal formal significa que a pessoa tem plena consciência do pecado e mesmo assim consente inteiramente a ele. Mas Deus exige que a pessoa descubra o que a lei requer. Nós devemos avaliar tudo em nossas vidas para descobrir se a nossa ação está de acordo com a lei.

II. Alguns pecados são sempre pecados mortais.

Por exemplo, (1) pecado contra Deus: blasfêmia, rejeição dos dons da Fé Católica, apostasia, heresia, cisma; (2) todos os pecados de impureza (adultério, fornicação, masturbação, atos homossexuais, desejos de ter prazer em pensamentos impuros, cobiçar a mulher do próximo, etc.); (3) Certos outros pecados, i. e., desejo de matar, suicídio, aborto, laqueadura, vasectomia (por razões de controle de natalidade), controle de natalidade artificial.

III. Outros pecados podem ser veniais ou mortais dependendo das circunstâncias e grau de seriedade do ato: roubo, mentira, raiva, negligência das obrigações (omissão).

IV. Os Pecados Mortais Mais Comuns:

1. Idolatria, tanto idolatria real ou idolatria sutil tal como perseguir coisas deste mundo excluindo o amor e serviço de Deus.

2. Desleixo na procura de conhecimento, amor e serviço de Deus [devido ao modo da vida em que se vive somente para este mundo, ou apenas por conforto e prazer deste mundo] (Marcos 12:30).

3. Vivendo apenas para este mundo (100%) ou principalmente para este mundo (Lucas 12;19-20; Tiago 4:4; Apocalipse 3:15).

4. Desleixo na procura da Fé Verdadeira. Se alguém suspeita que a Fé Católica é a fé verdadeira e mesmo assim, ignora-a, está em pecado mortal.

5. Faltar às Missas dominicais.

6. Trabalhos desnecessários aos domingos e Dias Santos de Obrigação, quando o trabalho é desnecessário e rotineiro.

7. Fazer compras aos domingos (se é freqüente e demorado).

8. Usurpar a cabeça da família sem uma razão. (O marido deixa-se agir de maneira tão irresponsável e infantil, que a sua mulher precisa sustentar a família, também estaria cometendo o pecado mortal). Isto vem da primazia do marido e pai com respeito à sua esposa e seus filhos (Efésios 5:22-23).

9. Suicídio.

10. Controle de natalidade artificial.

11. Aborto.

12. Laqueadura e vasectomia.

13. Adultério.

14. Fornicação (relação sexual entre parceiros não casados e heterossexuais).

15. Incesto.

16. Violação.

17. Concubinato ou “morar junto”(Romanos 13:13-14).

18. Masturbação.

19. Atos homossexuais.

20. Pensamentos e desejos impuros.

21. Imodéstia no vestir (Mateus 5:28).

· O ato de vestir deve mais esconder do que revelar.

· não se deve ser transparente.

· deve cobrir as pernas.

· evitar roupas apertadas.

· o pescoço deve ficar exposto menos de dois dedos abaixo da garganta.

22. Beijos e abraços prolongados, se causam desejos sexuais.

23. Ler livros e materiais pornográficos, assistir filmes pornográficos e programas de TV idem.

24. Grandes roubos que afetem a propriedade alheia.

25. Cobiçar a (o) mulher (homem) do (a) próximo (a).

26. Divórcio sem uma boa razão. As boas razões incluem uma das seguintes: (a) um lado comete adultério; (b) perigo de vida para um dos parceiros; (c) um dos parceiros evita filhos embora conhecendo a Fé Católica; (d) um dos parceiros dificulta o outro a seguir Deus.

27. Casar de novo após divórcio (mesmo divórcio justificado).

28. Abuso da esposa.

29. Abuso dos filhos.

30. Negligência aos filhos.

31. Embriaguez.

32. Drogas.

33. Perder tempo (não fazer nada, assistir muita TV, omissão do dever).

34. Promiscuidade.

35. Falta de caridade ou egoísmo.

36. Comunhão sacrílega.

37. Heresia.

38. Apostasia. A apostasia origina-se de três fontes:

· Viver em pecado mortal.

· falhar no estudo da fé.

· falhar na oração.

39. Agnosticismo que afirma que Deus é inconcebível ou que está além da compreensão humana (Salmo 14:1).

40. Inseminação artificial (bebê de proveta, barriga de aluguel).

41. Eutanásia.

V. Dogmas da Igreja relativas às conseqüências dos pecados mortais não confessos:

· O Papa Gregório X que presidiu o Concílio de Lyon II em 1274 declarou ex-catedra que:

“As almas daqueles que morrem em pecado mortal ou apenas com o pecado original, em qualquer caso, descem imediatamente ao inferno, embora punidos com diferentes castigos.”(Denzinger, Fontes do Dogma Católico, 30a. Ed. # 464, p. 184).

· O Papa João XXII na carta “Nequaquan sine dolore” para os armênios, em 21 de novembro de 1321 repetiu esta afirmação:

“Ela (a Igreja Católica) ensina ... que as almas ... daqueles que morrem em pecado mortal, ou apenas com o pecado original, descem imediatamente ao inferno, para serem punidos com diferentes penas e em diferentes lugares." (Op. Cit., # 493 a, p. 193).


Fonte: http://www.recadosaarao.com.br/index.asp