E, por fim, meu Imaculado Coração triunfará!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ajoelhar-se na Missa ajuda a vencer idolatria, explica perito em liturgia

Vaticano.- O perito em liturgia e arte sacra, Monsenhor Marco Agostini, assegurou que ajoelhar-se na Missa é uma boa maneira de vencer a idolatria pois é uma resposta do homem à "Epifania de Cristo".
Mons. Agostini, oficial da segunda seção da secretaria de Estado e um dos mestres de cerimônia pontifícios, escreveu no jornal L'Osservatore Romano, que os formosos pavimentos de muitas igrejas antigas foram "feitos para os joelhos dos fiéis" como um "tapete perene de pedras" para a oração e a humildade.
"Hoje os genuflexórios desapareceram em muitas igrejas e se tende a remover os balaustres diante dos quais alguém podia se aproximar da comunhão de joelhos", sustenta o perito segundo uma tradução do texto divulgada pelo vaticanista Sandro Magister.
"Entretanto no Novo Testamento o gesto de ajoelhar-se apresenta cada vez que se apresenta a divindade de Cristo a alguém: pense-se por exemplo nos Magos, o cego de nascimento, a unção de Betânia, a Madalena no jardim na manhã de Páscoa", acrescenta Mons. Agostini.
O perito recorda que "Jesus mesmo disse a Satanás, que queria impor-lhe uma genuflexão equivocada, pois só a Deus se deve dobrar o joelho. Satanás pede ainda hoje que se escolha entre Deus ou o poder, Deus ou a riqueza, e trata ainda mais profundamente. Mas assim não se dará glória a Deus de maneira nenhuma; os joelhos se dobrarão para aqueles que o poder lhes favoreceu, para aqueles aos quais se tem o coração unido através de um ato".
"Voltar a ajoelhar-se na Missa é um bom exercício de treinamento para vencer a idolatria na vida, além de ser um dos modos da ‘actuosa participatio’ dos que fala o último Concílio. A prática é útil também para perceber a beleza dos pavimentos (ao menos dos antigos) de nossas igrejas. Frente a alguns dá vontade de tirar os sapatos como fez Moisés diante de Deus que lhe falava da sarça ardente", assinala.
Para Magister, "ajoelhar-se hoje –especialmente sobre o piso– caiu em desuso. Tanto é assim que suscita surpresa o desejo de Bento XVI de dar a comunhão aos fiéis na boca e de joelhos".
"Mas mais que de uma novidade, se trata de um retorno à tradição. As outras são o crucifixo ao centro do altar, ‘para que todos na missa olhem para Cristo e não para uns aos outros’, e o uso freqüente do latim ‘para sublinhar a universalidade da fé e a continuidade da Igreja’", explica Magister.
O vaticanista sustenta que "perdeu-se de vista também o sentido da pavimentação das igrejas. Tradicionalmente muitas delas foram ornamentadas precisamente para servir de fundamento e guia à grandeza e profundidade dos mistérios celebrados".
"Hoje poucos são os que advertem que pavimentos tão formosos e preciosos são feitos também para os joelhos dos fiéis: um tapete de pedra sobre o qual prostrar-se diante do esplendor da epifania divina", acrescenta.


domingo, 12 de setembro de 2010

NÃO ÀS PALMAS NA SANTA MISSA

Arquidiocese de Niterói e as palmas na Santa Missa

Dom Roberto Francisco, Bispo Auxiliar de Niterói, em seu último artigo publicado no site de nossa Arquidiocese, explica o porquê D. Alano e ele proibiram as palmas dentro das Celebrações Eucarísticas da Arquidiocese:

Porque não se adequa a teologia da Missa que conforme a Carta Apostólica Domenica Caena de João Paulo II do 24/02/1980, exige respeito a sacralidade e sacrificialidade do mistério eucarístico: “0 mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal”.

Superando as visões secularistas que reduzem a eucaristia a uma ceia fraterna ou uma festa profana. Nossa Senhora e São João ao pé da cruz no Calvário, certamente não estavam batendo palmas. Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da Missa gerando um clima emocional que faz passar a assembléia de povo sacerdotal orante a massa de torcedores, inviabilizando o recolhimento interior.

Porque o gesto de bater palmas olvida duas importantes observações do então Cardeal Joseph Ratzinger sobre os desvios da liturgia : “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado.

Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer.

Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável: discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão…

Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.

Finalmente porque sendo a liturgia um Bem de todos, temos o direito a encontrarmos a Deus nela, o direito a uma celebração harmoniosa, equilibrada e sóbria que nos revele a beleza eterna do Deus Santo, superando tentativas de reduzi-la à banalidade e à mediocridade de eventos de auditório.

+ Dom Roberto Francisco Ferrería Paz
Bispo Auxiliar de Niterói
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OBS: Parabéns aos senhores bispos de Niteroi, pela bonita intervenção em nome do que É Sacratíssimo, ritualmente solene e ultrapassa o entendimento humano, pois brota da Sabedoria Infinita. O que se desenrola na Santa Missa, é o mesmo que aconteceu no Calvário e que se repete diuturnamente em todo mundo.
 
Digamos para simplificar, que é semelhante um filme que relembra uma saga épica, onde um dia o sangue vivo brotou. No filme, na tela, tudo é de brincadeira, ali ninguém morreu, nem escorreu sangue de verdade, menos ainda humano. É isso o que se vê, entretanto na Santa Missa, embora o Calvário não esteja à vista, nem sangue vivo brote da Hóstia Consagrada, verdadeiramente acontece o mesmo fato, repete-se a mesma dor, o mesmo sacrifício. A mesma Morte!
 
E como tantas vezes nestes anos já perguntei: como se pode bater palmas diante do Crucificado? Como alguém poderá confraternizar-se numa mera ceia, estando para morrer em poucas horas? As palmas durante a Missa, não somente são anti-liturgicas, como de certa forma blasfemas! Do mesmo modo, e talvez ainda pior que isso é o "abraço da paz", antes da comunhão. De fato é horrível, você se interioriza, prepara o coração para o incrível mistério do amor, e num derrepente tudo se dispersa em profusão de abraços e sorrisos. Tudo isso visa dessacralizar, destruir e banalizar o Sacrifício da Missa.
 
Mais uma coisa que deveria ser banida nas celebrações, porque desvirtuam a sublimidade do momento, são os cantos durante a fila da Comunhão. Falo em especial destes cantos modernos, tantos anti-liturgicos, não indulgenciados, e que visam exatamente dispersar os espíritos e banalizar o Mistério. A fila da comunhão deveria ser silenciosa, com as frontes vergadas, em humildade e em profundo recolhimento, pois é onde nossa infinita miséria encontra o Supremo, no mais gratificante abraço do Eterno Amor.
 
Digo mais, se do fundo de nossa alma entendêssemos a profundidade e também a sublimidade deste momento precioso, deveríamos ir pela fila da comunhão com a alma lavada em prantos, a face regada de lágrimas, na certeza absoluta de nosso não merecimento, tamanha a graça. Na verdade se víssemos o que ali acontece e Quem recebemos, morreríamos de amor, não houvesse o amparo divino! Muitos a quem foi dado ver isso, realmente morreram, como santa Imelda.
 
Aquela hora, única entre as 168 de uma semana, deveria ser uma hora de mergulho profundo na alma, de entrega de nossa infinita miséria, no silêncio mais absoluto de nosso coração. Assim, as palmas, os risos, os abraços, tudo aquilo que dispersa nosso confinamento em Deus, deveria ser banido, para que quando o padre pronunciasse aquele "ite Missa est", como que acordássemos de um sono profundo, não do corpo, mas da alma, para nela revitalizados dar início a uma outra semana, na companhia constante do nosso Jesus, Deus e Senhor.
 
No Calvário, duas situações marcaram comportamentos: de um lado o silencioso pranto da grande Mãe de Deus, de João e das outras Maria. Alma esmagada com o mesmo Jesus, num silêncio profundo e comovente. De outro os gritos, os urros insanos dos algozes, as altercações e imprecações, o estalo dos escarros e cusparadas, as blasfêmias dos fariseus e da turba insana. As palmas, os risos, os abraços aqui, fazem quase o mesmo papel. Infelizmente!


Fonte

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A compaixão de satanás

Pesquisando assuntos em meio a imensidão de informação que é a internet, encontrei um artigo muito interessante, leiam e reflitam bem a cerca disso e se perguntem se com vocês já aconteceu o mesmo.

A Paz de Cristo!
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Em Mateus 16:21-23 temos duas pessoas agindo de maneira basicamente oposta: uma delas está incentivando compaixão; a outra, por sua vez, responde de maneira severa, e chega a comparar seu interlocutor com o Diabo. Olhando apenas este resumo, muitos dariam imediata razão para a primeira pessoa, enquanto qualificariam a atitude da segunda como condenável. Acontece que a segunda pessoa é o próprio Jesus. Vamos dar uma olhada na história.

A partir de um determinado tempo de seu ministério (Mateus 16:21), Jesus passa a revelar aos seus discípulos o fim que ele vai encontrar em Jerusalém: sofrimento e morte. O que acontece aqui é que Pedro, após saber disto, não concorda que Jesus deva sofrer. Ele chama Jesus à parte e passa a reprová-lo, pois, na sua opinião, o que Jesus deve fazer é ter compaixão de si. Nós teríamos ficado comovidos com a sensibilidade e cuidado de Pedro se Jesus, logo depois, não o tivesse chamado de Satanás, e completado: “Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens”.

Existem diversas lições que podemos tirar disto. Uma delas é que Jesus nos ensina a definirmos radicalmente a prioridade da nossa vida: mesmo que haja necessidade de renúncia, e que o fim possa ser o sofrimento, ou até mesmo a morte, como no caso de Jesus aqui, devemos fazer aquilo que Deus quer de nós. Alguns diriam que Jesus tem razão em tomar sua cruz, mas que os seus discípulos não precisam fazer o mesmo, "afinal de contas ele sofreu para que a gente não precisasse sofrer". Estas pessoas precisam continuar a ler a história, a partir do versículo 24.

A segunda coisa é que nem toda a compaixão vem de Deus. Existe a compaixão de Satanás. Acontece quando demonstramos preocupação conosco mesmo, ou com outras pessoas, mas que o foco desta preocupação não é que estejamos fazendo a vontade de Deus. Esta compaixão olha mais para as condições físicas e emocionais, e para o bem-estar, e, em nome destas coisas, diminui as exigências que o Senhor mesmo revelou pela sua palavra.

Isto parece um pouco surpreendente para nós, e o mesmo pensamento vale para idéias como paz (Mateus 10:34; cf. João 14:27), alegria (Lucas 6:25b; cf. João 15:10-11) e união (Lucas 12:51b; João 17:21). Se você observar o mundo religioso hoje, vai ver que muitas vezes o sentido satânico destes termos acima é ensinado e vivido. Devemos renovar nossa mente para ter o pensamento de Deus, e não o pensamento dos homens.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A volta

Olá pessoal, que saudade senti deste humilde blog... Tantas coisas aconteceram em minha vida nesse período que fiquei em "stand-bye"... Antes de voltar a escrever aqui, pensei bastante num tema, dei uma renovada no blog e ainda assim não me vinha a cabeça o que escrever para abrir com chave de ouro. Eis que tive uma inspiração e resolvi abrir os novos post's falando sobre a FAMÍLIA - a igreja doméstica, e em meio a muitas pesquisas encontrei coisas maravilhosas e não tendo tempo para ler todas (entenda-se: Laura é a dona do meu tempo no momento), selecionei um tema muito preocupante: a infidelidade conjugal. Acredito piamente que quando um dos cônjuges traem, eles não atingem só um ao outro, mas sim sua prole.

 INFIDELIDADE CONJUGAL - um (dos) atentado contra a família

O lar cristão deve ser a continuação da igreja, porque, num sentido mais profundo, é a igreja também. O relacionamento entre os membros da família deve ser tão santo em casa, quanto na igreja. Dentre as características de um bom relacionamento familiar, destacamos a fidelidade. Esta é indispensável para que se mantenham inabaláveis os alicerces do lar. Os pais precisam ser fiéis entre si e aos filhos e estes aos pais, todos fiéis uns aos outros.

João, evangelista e presbítero, dirigindo sua terceira epístola a Gaio, diz: "Amado, procedes fielmente em tudo o que fazes para com os irmãos, e para com os estranhos" marcante dos verdadeiros cristãos. O oposto disso, ou seja, a infidelidade, é um terrível inimigo, que tem destruído inteiramente muitos lares e famílias. Neste aspecto, avulta com maior gravidade, a conjugal: o esposo, o pai de família, sendo infiel à esposa e vice-versa.

A infidelidade é um mal que não é de hoje, mas que, nos tempos atuais, tem-se tornado muito comum nos lares sem Cristo, e também tem atingido muitos lares cristãos. A infidelidade conjugal não passa de um instrumento diabólico para a destruição e desagregação da família. A Bíblia diz que o marido deve amar a sua esposa da mesma forma que Cristo ama a Igreja. Ora, o Senhor ama a Igreja com sinceridade, e sobretudo, com fidelidade. Esta fidelidade é tão grande, que "se formos infiéis, Ele permanece fiel: não pode negar-se a si mesmo" (2 Tm 2.1.'3).
Mas Satanás diz ao esposo: "ora, não é nada demais; procura unir-te a outra mulher: a tua já não te agrada. No fim, tudo dará certo. - Os teus amigos não possuem outras mulheres?". Com isso, o inimigo procura desfazer o plano de Deus para a vida conjugal. E muitos homens, mesmo cristãos, têm cedido a essa tentação diabólica, cometendo adultério e prostituição, e desprezando o lar, a esposa, os filhos e seu próprio nome e, o que é pior: desprezando a Deus. A infidelidade, inimigo cruel, não acontece de repente.

É necessário estar alerta para as ciladas do Inimigo. Muitas vezes, a causa do adultério, ou melhor, dos fatores que contribuem para a infidelidade, está sendo fomentada dentro do próprio lar: Com o passar dos anos, o esposo e a esposa deixam de cultivar o amor verdadeiro. Aquelas expressões de carinho dos primeiros tempos ficam esquecidas. O afeto vai desaparecendo entre os dois. No entanto, a necessidade de afeto continua a existir em cada um.É a chamada carência afetiva, que leva muitos a se decepcio-narem com o casamento.

As lutas do dia-a-dia também tendem a desfazer o clima amoroso entre o casal, se não forem adotadas providências para cultivá-lo. O lar, em muitos casos, passa a ser uma espécie de pensão, na qual o marido é o hóspede número um. Proceder fielmente em tudo é uma característica marcante dos verdadeiros cristãos. O oposto disso, ou seja, a infidelidade, é um terrível inimigo, que tem destruído inteiramente muitos lares e famílias. Neste aspecto, avulta com maior gravidade, a infidelidade conjugal: o esposo, o pai de família, sendo infiel à esposa e vice-versa.

A infidelidade é um mal que não é de hoje, mas que, nos tempos atuais, tem-se tornado muito comum nos lares sem Cristo, e também tem atingido muitos lares cristãos. A infidelidade conjugal não passa de um instrumento diabólico para a destruição e desagregação da família. A Bíblia diz que o marido deve amar a sua esposa da mesma forma que Cristo ama a Igreja. Ora, o Senhor ama a Igreja com sinceridade, e sobretudo, com fidelidade. Esta fidelidade é tão grande, que "se formos infiéis, Ele permanece fiel: não pode negar-se a si mesmo" (2 Tm 2.1.'3).

É necessário estar alerta para as ciladas do Inimigo. Muitas vezes, a causa do adultério, ou melhor, dos fatores que contribuem para a infidelidade, está sendo fomentada dentro do próprio lar: Com o passar dos anos, o esposo e a esposa deixam de cultivar o amor verdadeiro. Aquelas expressões de carinho dos primeiros tempos ficam esquecidas. O afeto vai desaparecendo entre os dois. No entanto, a necessidade de afeto continua a existir em cada um. E a chamada carência afetiva, que leva muitos a se decepcio-narem com o casamento.

As lutas do dia-a-dia também tendem a desfazer o clima amoroso entre o casal, se não forem adotadas providências para cultivá-lo. O lar, em muitos casos, passa a ser uma espécie de pensão, na qual o marido é o hóspede número um. mero um, a esposa é a dona da pensão, e os filhos, os outros hóspedes costumeiros. Não mais existe o ambiente acolhedor e amigo no qual se respira amor, paz e harmonia. Enquanto isso, fora do lar, os cônjuges, no trabalho, no círculo de amizades, encontram sempre alguém que lhes dê atenção e se interesse (ou finge se interessar) pelos seus problemas.

Então Satanás, que não dorme, entra em ação. Começa a falar ao coração que é hora de experimentar um caso de amor, um romance, mesmo passageiro. O cônjuge, mesmo sendo cristão, diante de tal sedução, entra em conflito consigo mesmo. A mente começa a estampar a crise de afeto que existe no lar, a falta de carinho, a indiferença do outro cônjuge. A consciência bate forte, lembrando a condição de cristão, lavado e remido no sangue de Jesus. Nas primeiras investidas, o servo de Deus pensa, recua, vence. Mas, dia após dia, as coisas se agravam. A voz do Inimigo soa mais forte e sedutora; a concupiscência se aquece. Vem a queda, o ato, o pecado, a morte espiritual.

Depois, entre desespero e reações evidentes, o coração explode. O lar, que antes estava ruim, fica pior. A culpa não dá paz. Os conflitos aumentam. Só há dois caminhos: abandonar o lar, a esposa, os filhos e viver na nova "pensão" ou continuar enganando a todos (mas não a Deus). Em qualquer caso, todos sofrem. O cônjuge infiel, o cônjuge fiel, os filhos, a família, a igreja. Para evitar esse tipo de contribuição à infidelidade, é necessário que o casal se mantenha debaixo da orientação da Palavra de Deus. O esposo, amando sua esposa de todo o coração, como Cristo à Igreja. A esposa, amando o esposo da mesma forma e lhe sendo submissa pelo amor.

Em termos práticos, é necessário cultivar, tratar, regar e cuidar da planta do amor, para que as ervas daninhas da infideli-dade não germinem no coração de um dos cônjuges. É bom, que os cristãos casados saibam que a santidade do cristianismo não faz ninguém deixar de ser humano. Nesta vida, precisamos de amor, de alegria, de paz, de carinho, de afeto. O leito conjugal precisa ser bem aproveitado, e a união sexual, legítima entre os casados, deve continuar sendo fator de integração, não apenas física, afetiva, mas também espiritual. Deus se agrada da união entre os casados, especialmente entre cristãos: "Seja por todos venerado o matrimônio, e o leito sem mácula" (Hb 1.3.4), diz a Palavra. Reconhecemos que há muita infidelidade que começa por mera tentação, para o que o outro cônjuge, às vezes, em nada contribui. Mas havemos de reconhecer que o casal bem unido em torno do Senhor Jesus terá condições de vencer o Inimigo.

O Senhor Deus, repreendendo Israel, dizia que não aceitava mais suas ofertas. - Por quê? - "Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu FOSTE DESLEAL, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto" (Ml 2.14). Esse trecho nos mostra que Deus rejeita aquele que é infiel à sua esposa, e o rejeita não aceitando suas ofertas, seus sacrifícios. Até as orações não são recebidas por Deus, quando o marido não coabita com sua mulher com entendimento, e vice-versa.

Aqui desejamos relembrar algumas recomendações da Bíblia quanto à infidelidade. Paulo doutrinou bastante sobre o assunto. A igreja em Corinto disse: "Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá: porque o templo de Deus, que sois vós, é santo" (1 Co .3.16,17). O homem, ou a mulher cristã, deve tomar em consideração esta advertência solene e grave da Bíblia: Se alguém destruir o seu próprio corpo, pelo pecado, Deus o destruirá. Mais clara, ainda, é a exortação, quando lemos o trecho de 1 Coríntios 6.18-20: "Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prosti-tui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que O NOSSO CORPO E TEMPLO DO ESPIRITO SANTO, que habita em vós, proveniente de Deus e que não sois de vos mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus NO VOSSO CORPO, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus".

Vemos, então, que a infidelidade conjugal, geralmente tornada em adultério, é considerada o maior pecado contra o corpo. Isto porque o corpo é "templo de Deus", "templo do Espírito Santo. Havendo o verdadeiro amor, não haverá frieza sexual. Haverá interesse, atração de um pelo outro; haverá prazer no ato sexual. É necessário evitar a infidelidade sob qualquer forma ou pretexto.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Notícias...

Olá pessoal!

Devido ao nascimento da minha filhota, ando muito atarefada nesses últimos dias.
Assim que tomar um fôlego, estarei postanto novos artigos e agora com comentários
meus.

Que Deus abençoe a todos que visitam esse humilde blog.

Abraços

Élida Juliana