E, por fim, meu Imaculado Coração triunfará!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

NÃO TRATE OS LOBOS COMO OVELHAS PERDIDAS!



A doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo está cheia de verdades aparentemente antagônicas que, entretanto, examinadas com atenção, longe de reciprocamente se desmentirem, reciprocamente se completam formando uma harmonia verdadeiramente maravilhosa. É este o caso, por exemplo, da aparente contradição entre a justiça e a bondade divinas. Deus é ao mesmo tempo infinitamente justo e infinitamente misericordioso. Sempre que para compreendermos bem uma destas perfeições fecharmos os olhos a outra, teremos caído em grave erro. Nosso Senhor Jesus Cristo deu, em Sua vida terrena, admiráveis provas de Sua doçura e de Sua severidade. Não pretendamos “corrigir” a personalidade de Nosso Senhor segundo a pequenez de nossas vistas, e fechar os olhos à suavidade para melhor nos edificarmos com a justiça do Salvador; ou pelo contrário fazermos abstração de Sua justiça para melhor compreendermos Sua infinita compaixão para com os pecadores. Nosso Senhor se mostrou perfeito e adorável tanto quando acolhia com perdão inefavelmente doce Maria Madalena, quanto quando castigava com linguagem violenta os fariseus. Não arranquemos do Santo Evangelho quaisquer destas páginas. Saibamos compreender e adorar as perfeições de Nosso Senhor como elas se revelam em um e outro episódio. E compreendamos enfim que a imitação de Nosso Senhor Jesus Cristo por nós só será perfeita no dia em que soubermos, não apenas perdoar, consolar e afagar, mas ainda no dia em que soubermos flagelar, denunciar e fulminar como Nosso Senhor. 
Há muitos católicos que consideram os episódios do Evangelho em que aparece o santo furor do Messias contra a ignomínia e a perfídia dos fariseus como coisas indignas de imitação. É ao menos o que se depreende do modo de que eles consideram o apostolado. Falam sempre em doçura, e procuram sempre imitar essa virtude de Nosso Senhor. Que Deus os abençoe por isto. Mas por que não procuram eles imitar as outras virtudes de Nosso Senhor? Muito freqüentemente, quando se propõe em matéria de apostolado um ato de energia qualquer, a resposta invariável é de que é preciso proceder com muita brandura “a fim de não afastar ainda mais os NÃO CONVERTIDOS”. Poder-se-á sustentar que os atos de energia têm sempre o invariável efeito de afastá-los? Poder-se-ia sustentar que Nosso Senhor, quando dirigiu aos fariseus suas invectivas candentes, fê-lo com a intenção de afastá-los ainda mais? Ou porventura se deveria supor que Nosso Senhor não sabia ou não se preocupava com o efeito “catastrófico” que suas palavras causariam aos fariseus? Quem ousaria admitir tal blasfêmia contra a Sabedoria Encarnada, que foi Nosso Senhor?
Deus nos livre de preconizar o uso de energia e dos processos violentos como único remédio para as almas. Deus nos livre também, entretanto, de proscrever(retirar) estes remédios heróicos de nossos processos de apostolado. Há circunstâncias em que se deve ser suave e circunstâncias em que se deve ser santamente violento. Ser suave quando as circunstâncias exigem violência, ou ser violento quando as circunstâncias exigem suavidade, há nisto sempre um grave mal.

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Toda esta ordem de idéias unilateral que vimos denunciando, decorre de uma consideração também unilateral das Parábolas. Há muita gente que faz da parábola da ovelha perdida a única do Evangelho. Ora, há nisto um erro gravíssimo que não queremos deixar de denunciar.
Nosso Senhor não nos fala somente em ovelhas perdidas que o Pastor vai buscar pacientemente no fundo dos abismos, ensangüentadas pelos espinhos em que lamentavelmente se feriram. Nosso Senhor nos fala também em lobos rapaces, que circundam constantemente o redil, à espreita de uma ocasião para nele se introduzirem disfarçados com peles de ovelhas. Ora, se é admirável o Pastor que sabe carregar aos ombros com ternura a ovelha perdida, que dizer-se do Pastor que abandona suas ovelhas fiéis para ir buscar ao longe um lobo disfarçado em ovelha, que toma o lobo aos ombros amorosamente, abre ele próprios as portas do redil, e com suas mãos pastorais coloca entre as ovelhas o lobo voraz? Quanto católico, entretanto, se desse aplicação efetiva aos princípios de apostolado unilateral que professa, agiria exatamente assim!

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Para que se compreenda melhor que a imitação perfeita de Nosso Senhor não consiste apenas na doçura e na suavidade, mas ainda na energia, citaremos alguns episódios ou algumas frases de certos Santos. O Santo é aquele que a Igreja declarou, com autoridade infalível, ser um imitador perfeito de Nosso Senhor. Como imitaram os Santos a Nosso Senhor? Vejamos:

  • Santo Inácio de Antioquia, mártir do século segundo, escreveu várias cartas a diversas Igrejas, antes de ser martirizado. Nestas cartas, ocorrem sobre os hereges expressões como estas: “bestas ferozes (Eph. 7); lobos rapaces (Phil. 2,2); cães danados que atacam traiçoeiramente (Eph. 7); bestas com rosto de homens (Smyrn. 4,1); ervas do diabo (Eph. 10,1); plantas parasitas que o Pai não plantou (Tral. 11); plantas destinadas ao fogo eterno (Eph. 16,2)”.
Este modo de tratar os hereges, como se vê, seguia de perto os exemplos de São João Batista que aos escribas e fariseus chamava de “raça de víboras”, e de Nosso Senhor Jesus Cristo que aos mesmos apelidava de “hipócritas” e “sepulcros caiados”.
  • Santo Irineu, mártir do século segundo e discípulo de São Policarpo, o qual por sua vez fora discípulo de São João Evangelista, que certa vez indo o apóstolo aos banhos, retirou-se sem se lavar pois aí vira Corinto, herege que negava a divindade de Jesus Cristo, com receio, dizia, que o prédio viesse abaixo, pois nele se encontrava Corinto, inimigo da verdade. O mesmo São Policarpo, encontrando-se um dia com Marcião, herege docetista, e perguntando-lhe este se o conhecia, respondeu o santo: “Sem dúvida, és o primogênito de Satanás”.
  • Aliás, nisto se seguiam o conselho de São Paulo: “Ao herege, depois de uma e duas advertências, evita, pois que já é perverso e condena-se por si mesmo”(Tit. 3,10).
  • São Policarpo se casualmente se encontrasse com herege, tapava os ouvidos e exclamava: “Deus de bondade, porque me conservaste na terra a fim de que eu suportasse tais coisas?” E fugia imediatamente para evitar semelhante companhia.
  • No século IV narra Santo Atanásio que Santo Antônio eremita chamava aos discursos dos hereges venenos piores do que o das serpentes.
E, em geral, este é o modo como os Santos Padres tratavam os hereges, como se pode ver de um artigo publicado na “Civiltà Cattolica”, periódico fundado por S. S. Pio IX, e confiado aos padres jesuítas de Roma. Nesse artigo citam-se vários exemplos que transcreverei:

  • “Santo Tomás de Aquino, que apresentado às vezes como invariavelmente pacífico para com seus inimigos, numa das suas primeiras polêmicas com Guilherme de Santo Amor, que ainda não estava condenado pela Igreja, assim o trata e aos seus sequazes: “inimigos de Deus, ministros do diabo, membros do Anticristo, inimigos da salvação do gênero humano, difamadores, semeadores de blasfêmias, réprobos, perversos, ignorantes, iguais ao Faraó, piores que Joviniano e Vigilâncio (hereges que negavam a Virgindade de Nossa Senhora)”. São Boaventura a um seu contemporâneo Geraldo chamava: “protervo, caluniador, louco, envenenador, ignorante, embusteiro, malvado, insensato, pérfido”.
  • O melífluo São Bernardo, a respeito de Arnaldo de Brescia que levantou cisma contra o clero e os bens eclesiásticos disse: “desordenado, vagabundo, impostor, vaso de ignomínia, escorpião vomitado de Brescia, visto com horror em Roma, com abominação na Alemanha, desdenhado pelo Romano Pontífice, louvado pelo diabo, obrador de iniqüidades, devorador do povo, boca cheia de maldição, semeador de discórdias, fabricador de cismas, lobo feroz”.
  • Mais antigamente, São Gregório Magno, repreendendo a João, Bispo de Constantinopla, lança-lhe em rosto seu profano e nefando orgulho, sua soberba de Lúcifer, suas palavras néscias, sua vaidade, a escassez de sua inteligência.
Nem de outra maneira falaram os Santos Fulgêncio, Próspero, Jerônimo, Sirício Papa, João Crisóstomo, Ambrósio, Gregório Nazianzeno, Basílio, Hilário, Atanásio, Alexandre, Bispo de Alexandria, os santos mártires Cornélio e Cipriano, Antenagoras, Irineu, Policarpo, Inácio Mártir, Clemente, todos os Padres enfim da Igreja que se distinguiram por sua heróica virtude.
Se se quiser saber quais as normas que dão os Doutores e Teólogos da Igreja para as polêmicas com os hereges leia-se o que traz São Francisco de Sales, o suave São Francisco de Sales, na Filotea, cap. XX da parte II: “Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa (desde que não se falte à verdade), sendo obra de caridade gritar: Eis o lobo!, quando está entre o rebanho, ou em qualquer lugar onde seja encontrado.”

(Até aqui citações do artigo da “Civiltà Cattolica”, vol, I, ser. V, pag. 27).

sábado, 13 de agosto de 2011

FORMAÇÃO V - PORQUE SOU CATÓLICO

Capítulo III
Porque somos Católico

1º Aspecto: Somente a Bíblia basta (Sola Scriptura)

            O Protestantismo está edificado sob a doutrina da Sola Scriptura. Esta expressão latina pode ser traduzida como “somente as Escrituras”, significando “somente a Bíblia basta”. O que os protestantes querem demonstrar pela Sola Scriptura é que a Bíblia, e apenas ela, é a única autoridade infalível para a fé de uma pessoa. Qualquer coisa só pode ser aceita se estiver prevista na Bíblia; o que não estiver lá, não pode ser aceito como verdadeiro e também não pode ser tido como obrigatório. É lógico que, dependendo da denominação (igreja) protestante avaliada, a definição de Sola Scriptura pode variar. Todos aqueles que crêem na Sola Scriptura, citam esta passagem: “De fato, toda a Escritura é inspirada por Deus e adequada para ensinar, refutar, corrigir e educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e esteja preparado para toda a boa obra” (2 Tim 3, 16-17). Mas que Escritura havia no tempo de Paulo? Paulo morreu em aproximadamente 67 D. C., de forma que a segunda epístola a Timóteo (2 Tm) foi escrita antes desse ano. Existia o Novo Testamento nessa época? Não, não existia! Também sabemos que não existiu um Novo Testamento por centenas de anos após a redação da 2 Carta a Timóteo. Assim, a única Escritura disponível para Paulo era o Antigo Testamento hebraico, bem como a sua tradução grega, chamada Septuaginta. Isto coloca-o na difícil situação de ter que aceitar os livros “deuterocanônicos” , que estavam na Septuaginta grega, usada pelos judeus de língua grega, e também pelo próprio Paulo. Lembramos que estes foram os sete livros rejeitados por Lutero (fundador do Protestantismo), 1500 anos depois: Sabedoria, Eclesiástico, Judite, Tobias, 1 Macabeus, 2 Macabeus e Baruc. Uma vez que todas estas traduções eram as únicas disponíveis para Paulo e ele disse que “Toda a Escritura é inspirada por Deus”, então estes sete livros foram inspirados por Deus, ou não? Recordamos que os Apóstolos usaram essa versão e ninguém questionou; o cânon (lista de livros inspirados por Deus) da Bíblia foi definido pela Igreja Católica no século IV e também ninguém questionou até ao século XVI; o mesmo Concílio que definiu o cânon do Antigo Testamento definiu também o cânon do Novo Testamento. Assim, qual é a razão pela qual os protestantes não aceitam o cânon do Antigo Testamento definido no século IV e aceitam, por outro lado, todos os livros definidos para o Novo Testamento? Se não aceitam esses livros, quem poderia ter autoridade para removê-los? Recordamos que a Bíblia proíbe que se acrescente ou retire algo da Palavra de Deus e avisa para o perigo que daí possa advir. Portanto, não se pode usar 2 Tim 3, 16-17 para justificar a Sola Scriptura, sem rejeitar todo o Novo Testamento, sendo também obrigados a aceitar aqueles sete livros como inspirados. Porém, existem ainda outros pontos em que a crença na doutrina de que “somente a Bíblia basta”, acaba falhando. Se a Sola Scriptura é uma doutrina verdadeira, então:

a)      O cânon da Bíblia (lista dos livros inspirados) deveria estar na Bíblia;
b)      Cada livro da Bíblia deveria auto autenticar-se;
c)      Os judeus deveriam acreditar na Sola Scriptura;
d)     A Própria Bíblia deveria ensinar que “somente a Bíblia basta”;
e)      Os primeiros cristãos deveriam ter professado a Sola Scriptura;
f)       Os analfabetos não poderiam obter a salvação;
g)      As Escrituras deveriam se auto-explicar;
h)      Jesus deveria ter ensinado essa doutrina;

Contudo, nenhum dos requisitos acima referidos é verdadeiro.

Aspectos sobre a Tradição Oral

A Bíblia utilizada pelos protestantes é uma só; em Português, vem a ser a tradução de Ferreira de Almeida. Perguntamos nós:

a)      Então porque é que não concordam entre si no tocante a pontos importantes?
b)      Porque não constituem uma só comunidade cristã em vez serem milhares de igrejas separadas (e até hostis) entre si?


            A razão é que, além da Bíblia, seguem outra fonte de fé e disciplinar à qual se dá o nome de Tradição Oral. Ao passo que a Tradição Oral do Catolicismo começa com Cristo e os Apóstolos, as tradições orais dos protestantes começam com Lutero (1517), Calvino (1541), Knox (1541), Wesley (1739), Joseph Smith (1830) e como já referimos anteriormente, atualmente existem mais de 40.000 denominações (igrejas) protestantes. Entre Cristo e os Apóstolos de um lado, e os fundadores protestantes do outro, não há como hesitar: só se pode optar pelos ensinamentos de Cristo e dos Apóstolos, deixando de lado os “profetas” posteriores. Notemos que o próprio texto da Bíblia recomenda a Tradição Oral, isto é, a Palavra de Deus que não foi consignada na Bíblia e que deve ser respeitada como norma de Fé. Aqui ficam alguns exemplos que dão razão à Igreja Católica em aceitar a Tradição Oral: “Por este motivo é que suporto também esta situação. Mas não me envergonho, pois sei em quem acreditei e estou persuadido de que Ele tem poder para guardar, até àquele dia, o bem que me foi confiado. Toma como modelo as sãs palavras que ouviste de mim, na fé e no Amor de Cristo Jesus. Guarda, pelo Espírito Santo que habita em nós, o precioso bem que te foi confiado” (2 Tim 1, 12-14). Neste texto em particular, vê-se que o precioso bem é a doutrina que São Paulo fez ouvir a Timóteo, e que Paulo, por sua vez, recebeu de Cristo. Tal é a linha pela qual passa a doutrina: Cristo— Paulo— Timóteo. Mas a linha continua: “Quanto de mim ouviste, na presença de muitas testemunhas, transmite-o a pessoas de confiança, que sejam capazes de ensinar também a outros” (2 Tim 2, 2). Temos então a seguinte sucessão de portadores e transmissores da Palavra: O Pai— Cristo – Paulo (Os Apóstolos) — Timóteo (Os Discípulos imediatos dos Apóstolos) — Os fiéis— Os outros fiéis. Podemos continuar, referindo ainda outras passagens: “Portanto irmãos, estai firmes e conservai as tradições nas quais fostes instruídos por nós, por palavra ou por carta” (2 Tess 2, 15); “Apesar de ter muitas coisas a escrever-vos, não quis fazê-lo com papel e tinta, mas espero ir ter convosco e falar de viva voz, para que a nossa alegria seja completa.” (2 Jo 1, 12); “Tinha muitas coisas para te escrever, mas não quero fazê-lo com tinta e pena. Espero ver-te em breve e então falaremos de viva voz” (3 Jo 1, 13-14). 

Desta forma, a própria Escritura atesta a existência de autênticas proposições de Cristo a ser transmitidas por via meramente oral de geração em geração, sem que os cristãos tenham o direito de menosprezá-las ou retocar. A Igreja Católica é a guardiã fiel dessa Palavra de Deus oral e escrita. Contudo, os protestantes podem contestar dizendo: mas tudo o que é humano deteriora-se e estraga-se. Por isso, a Igreja deve ter deteriorado e deturpado a Palavra de Deus; quem garante que esta ficou intacta através de vinte séculos na Igreja Católica? Quem o garante é o próprio Cristo, que prometeu a sua assistência infalível a Pedro e as luzes do Espírito Santo a todos os seus Apóstolos, isto é, à sua Igreja. Aqui ficam algumas passagens que comprovam aquilo que foi dito: “Fui-vos revelando estas coisas enquanto tenho permanecido convosco; mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, esse é que vos ensinará tudo, e há de recordar-vos tudo o que Eu vos disse” (Jo 14, 25-26); «“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. Quando ele vier, o Espírito da Verdade, há de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos-á o que há de vir. Ele há de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer. Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que eu disse: “Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer”» (Jo 16, 12-15). Não faria sentido o sacrifício de Cristo na Cruz se a mensagem pregada por Jesus fosse entregue ao léu ou às opiniões subjetivas dos homens, sem garantia de fidelidade através dos séculos. Esta garantia nos é dada pelo próprio Jesus Cristo quando diz aos seus Apóstolos: “Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra. Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. 

E sabei que Eu estarei sempre convosco até aos fins dos tempos”. (Mt 28, 18-20). Outro exemplo da presença de Cristo junto à sua Igreja nos é transmitido desta maneira: “ Então, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi arrebatado ao Céu e sentou-se à direita de Deus. Eles, partindo, foram pregar por toda a parte; o Senhor cooperava com eles, confirmando a Palavra com os sinais que a acompanhavam” (Mc 16, 19-20). Outra prova de que só a Bíblia não chega, é a de que os seus autores sagrados não expuseram todos os ensinamentos de Jesus por escrito, como atestam algumas passagens: “Muitos outros sinais miraculosos realizou ainda Jesus, na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e, acreditando, terdes a vida nele” (Jo 20, 30-31); “Há ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se elas fossem escritas, uma por uma, penso que o mundo não teria espaço para os livros que se deveriam escrever” (Jo 21, 25). Conclusão sobre a Sola Scriptura. Aqueles que crêem na Sola Scriptura, nunca compreenderão e jamais encontrarão a verdade. Eles edificam as suas crenças sobre a fundação de areia da Sola Scriptura e não sobre a rocha. A fundação de areia é insegura e instável. Não importa quantos remendos façam, mas o seu edifício de fé jamais será sólido e irá constantemente balançar conforme o vento e a água for levando a fundação de areia sobre a qual construíram sua fé. Gastarão todos os seus dias tentando provar em vão esta ou aquela crença, a partir da Bíblia. Uma denominação provará pela Bíblia que Jesus Cristo era divino mas não humano enquanto outra provará, pela mesma Bíblia, que Ele era humano mas não divino. A falsa doutrina da Sola Scriptura criada pelo homem simplesmente não funciona e jamais funcionará.

A doutrina da Sola Scriptura surgiu em cena apenas na época da Reforma Protestante (Século XVI). Não existia, nem poderia existir, antes da invenção da imprensa, quando as Bíblias finalmente se tornaram disponíveis a um baixo custo e em abundância para as massas populares. A doutrina da Sola Scriptura é anti bíblica, como foi demonstrado e não é histórica antes da Reforma, sendo impraticável. Esta falsa doutrina da Sola Scriptura e a “interpretação individual” da Bíblia (proibida pela própria Escritura em 2 Ped 1,20) são a principal causa da fragmentação do Corpo de Cristo no Protestantismo.

CONTINUA....

NÃO PROFANE A SANTISSIMA EUCARISTIA


Espantoso é o que se narra na Sagrada Escritura (Lv 10,1ss): Nadad e Abiú, filhos de Aarão, tomando os turíbulos, puseram neles fogo profano e incenso, e com isso, contra a proibição de Deus, entraram para exalar perfumes no tabernáculo santo. Em um segundo, um fogo que se desprendeu do altar investiu contra eles e abrasou-os. Os seus cadáveres, assim como estavam, foram atirados fora; foi proibido descobrir a cabeça em sinal de luto, rasgar as vestes em sinal de pranto por eles. Tremendo castigo! Mas pensai quão mais tremendos serão os castigos das mulheres (meninas, adolescentes, moças, senhoras e idosas), que ousam aproximar-se da Sagrada Comunhão com as suas roupas imorais (minissaia, tomara-que-caia, roupas transparentes, short, alcinhas, calça santropê, e outras modas pagãs). Os dois filhos de Aarão haviam profanado o lugar santo que Deus, com sinais especiais, abençoara; mas as mulheres que com fogo profano, ou seja, com as ROUPAS IMORAIS e com a irreverência no coração, recebem a Santíssima Eucaristia, essas profanam o Corpo e o Sangue do próprio Deus.

Para se aproximar da sarça ardente onde estava Deus, foi imposto a Moisés que tirasse o calçado; mas aos Apóstolos, antes de receberem a Comunhão, foi imposto não somente tirarem o calçado, mas deixarem lavar os pés pelo próprio Jesus, para significar a limpeza que Deus quer de nós quando nos aproximamos do banquete dos Anjos. A Santa Igreja Católica Apostólica Romana, mãe zelosa e preocupada com os seus filhos, orienta-os sobre a recepção da Santíssima Eucaristia dizendo: “A atitude corporal (gestos, roupa) há de traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede” (Catecismo da Igreja Católica, 1387). Aos bispos e sacerdotes que sentem medo de corrigir essa profanação da Casa de Deus, São Gregório Magno diz: “Pois da mesma forma que uma palavra inconsiderada arrasta ao erro, o silêncio inoportuno deixa no erro aqueles a quem poderia instruir. Muitas vezes pastores imprudentes, temendo perder as boas graças dos homens, têm medo de falar abertamente e segundo a palavra da Verdade, absolutamente não guardam o rebanho com solicitude de pastor, mas por se esconderem no silêncio, agem como mercenários que fogem do lobo...       A palavra divina, censura aqueles que vêem falsidades porque, por medo de corrigir as faltas, lisonjeiam os culpados com vãs promessas de segurança, não revelam de modo nenhum a iniqüidade dos pecadores porque calam a palavra de censura. Por conseguinte a chave que abre é a palavra da correção porque ao repreender, revela a falta a quem a cometeu, pois muitas vezes dela não tem consciência” (Da Regra Pastoral, Lib. 2,4: PL 77. 30-31).

A Santíssima Virgem disse em Fátima: “Virão modas que ofenderão muito ao Senhor”. Com certeza elas já chegaram, e os pregadores continuam mudos e pecando por omissão: “Todas as sentinelas são cegas, nada percebem; todas elas são uns cães mudos, incapazes de latir; vivem a resfolegar deitados, gostam de dormir” (Is 56, 10). A Santíssima Virgem fala de modas que OFENDERÃO a Deus. Essa teoria: “Deus olha somente o coração”, é totalmente falsa e difundida por aqueles que não querem mudar de vida.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

É possível nos convertermos estando dentro da Igreja???

Segue abaixo o relato de conversão da vida de uma grande amiga, que sendo católica, passou longos anos  acreditando que a Igreja era o que ela "pregava". Eis que um dia ela percebeu que estava errada...
Salve Maria!

Hoje resolvi falar um pouco de mim (...)
Sou a mais velha de três filhos; duas mulheres e um homem. Desde cedo aprendemos coisas como: obediência, dizer a verdade, e o respeito. Sim, nos amamos muito, mas se alguém perguntasse o que meus pais me ensinaram eu citaria estas três coisas: obediência, verdade e respeito! Então fica claro que nossa tolerância à desobediência, à mentira e ao desrespeito é praticamente ZERO!

Em 1994 conheci a RCC, e na minha total ignorância eu acreditava que este movimento era A IGREJA CATÓLICA, aliás, todos que se colocavam contra a RCC eu pensava estar servindo ao inimigo de Deus. 

 Minha falta de informação era tanta que eu achava que na Igreja existiam a RCC, que era a parte conservadora e tradicional, e a T.L. que era a parte progressista. Este era o meu pensamento. Dentro da RCC eu fiquei por 10 anos; eu "pregava" e também participava das "orações de curas"; era o ministério Pedro e São Rafael! Na época chamavam assim, não sei mais como se chamam. 

Mas o que me fez sair da RCC? Por justamente "pregar" eu estudava, e estudando comecei a conhecer documentos (...) e comecei a ver que tudo que a gente fazia estava contrário a estes documentos. Eu questionava os formadores da RCC e o que ouvia era o seguinte: " Desde o Concílio Vaticano II a Igreja vem tendo uma nova efusão do Espírito Santo, então estas coisas (tais documentos) a gente não segue, seguimos o Espírito Santo, pq veja o que diz o Concílio Vaticano II (...)!" E me convenciam com esta resposta. Por quase sete anos isto me bastou e eu seguia minha vida de membro da RCC, defendendo-a de todos que ficassem contra esta "Obra do Espírito Santo!"

Até que certo dia, numa caminhada, eu comecei a pensar (gosto muito de pensar ...): "Se a Igreja sempre foi guiada pelo Espírito Santo, e as VERDADES reveladas pela Igreja não mudam (Deus não muda), são perenes, como então com esta nova efusão do Espírito Santo o que se ensina é o contrário ao que a Igreja sempre ensinou?" E isto ficou na minha cabeça, mas mesmo assim ainda permaneci mais três anos na RCC. Ficava incomodada com tantas coisas que eu sabia estarem erradas, mas sempre temia estar pecando contra o Espírito Santo e sua "Obra".

Até que passado o tempo e depois de muito refletir, pensei: "Se o que a RCC ensina for verdade, a Igreja de 2.000 é mentirosa, porque uma fala uma coisa e a outra fala o contrário! Deus não permitiria a Igreja andasse por todo este tempo errante! Isto eu não concebia! Se a RCC é mentirosa, isto para mim não serve!" Saí da RCC!

Então comecei a estudar como foram os acontecimentos do Concílio Vaticano II e entendi que meu raciocínio não estava errado, por inúmeras situações deste Concílio, que diga-se de passagem não foi dogmático e nem um SUPER CONCÍLIO, para vir desmentir os outros anteriores.

Então quando meus amigos que ainda estão na RCC me exclamam: "Mas veja quantas conversões acontecem na RCC!" Eu respondo: Procure ver também quantas perdas a Igreja teve, digo A VERDADEIRA IGREJA, a Igreja de Cristo! E quando me perguntam sobre o Papa: "E o Papa está errado então?"

Eu respondo: "E os Grandes e Santos Papas que disseram o contrário, estavam errados então?São Pio V estava errado, quando proibiu que não mais se mexessem no Missal daquela data PARA SEMPRE? E São Pio X, quando condenou o modernismo, estava errado?"

E nunca devemos aplicar a Infabilidade Papal somente para os cinco Papas pós-conciliar, mas aplicá-la para todos os outros também. E um Papa não pode desmentir o outro, a menos que se trate de um antipapa. Então a Igreja teve 260 antipapas?

Antes de 1958 tivemos aproximandamente 260 Papas, e todos eles, exatamente todos eles lutaram contra as heresias que hoje são vistas como "obras do Espírito Santo!"

Se os cinco Papas: João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e finalmente Bento XVI estão certos ou não, prefiro deixar a resposta para Deus! Quem sou eu para querer julgá-los?!! Francamente não é problema meu! 

Mas é problema meu seguir ou não o que a Santa Igreja sempre ensinou e eu fico com Ela! Fico com a IGREJA e seus 260 Papas unânimes na mesma VERDADE. Porque como disse no começo, não tolero desobediências, mentiras e o desrespeito! 

Rezo sim, para que a Igreja viva finalmente o que Dom Bosco profetizou e volte para a Eucaristia e para Virgem Maria!

Fiquemos com Deus!
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Relatos da conversão de Giovanna Cunha - MG

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

\o/ Uma balada para Jesus \o/

O ambiente lembra uma boate como outra qualquer: globo espelhado, canhões de luz, estroboscópio, fumaça, DJs e MC’s. Os freqüentadores também são adolescentes e jovens. A equipe de reportagem de Enfoque esteve lá a fim de conferir o que há por trás do que têm sido chamado de bailes gospel. Foi na Igreja Renascer em Cristo, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, que essas “noites dançantes” mostraram seu teor e seu diferencial: a música tocada no local faz citações bíblicas e incentiva valores cristãos e os freqüentadores são, em sua maioria, evangélicos de várias denominações que se reúnem para dançar. Os ritmos são variados. É possível dançar ao som de funk, rap, hip hop, forró, soul music, samba e outros estilos musicais. Os eventos maiores chegam a reunir 5 mil pessoas numa única noite. O fenômeno, que se espalhou pelo Rio e São Paulo, com bailes realizados semanalmente nos próprios templos ou em clubes alugados por igrejas, já chegou também a outras capitais, como Brasília, Salvador, Vitória e Belo Horizonte. 

Adriano Gospel Funk, Kelly Krenti, MC F. Reis, MC Erick e DJ Naudão, são alguns dos que comandam o baile quando o gosto é a batida funk. Apesar de enfrentar resistências em algumas igrejas, o chamado gospel funk tem feito sucesso. E por um motivo: vários jovens têm conhecido a mensagem do Evangelho por meio desse trabalho. Para Cristiano Carvalho, pastor do Projeto Vida Nova, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, o que realmente importa é divulgar a Palavra de Deus e, segundo ele, o funk é um ritmo com grande aceitação pelos jovens. Apoiador da idéia, ele acha que essa é uma forma estratégica de se comunicar com quem jamais entraria em uma igreja evangélica.

MAS... E A SENSUALIDADE?
O fato dos bailes funks populares usarem gírias e expressões que enaltecem de forma grotesca e vulgar a sensualidade e a submissão feminina, além de coreografias insinuantes, colaboram para dividir opiniões de pastores e líderes dentro da comunidade evangélica.... E mesmo que nesse caso tenha uma letra que fale da Bíblia, a batida da música não deixa de induzir a sensualidade”, disse o bispo Tom. Outros mais liberais referentes a métodos de evangelismo, acreditam que a Bíblia dá liberdade ao cristão de estar no mundo e não fazer parte dele. “Não estamos levando a igreja para o mundo. Estamos colocando a Palavra de Deus em uma linguagem que os jovens entendem”, declara o MC. F. Reis, que lembra que no Rio de Janeiro a música mais ouvida é o funk. Foi a fim de prevenir riscos de comportamento entre os jovens nos bailes, foi instituído um código de conduta bem rígido. Se alguém não obedece, é repreendido por obreiros da igreja, ou pelos próprios artistas. Não são permitidos beijos, rebolados e roupas indecentes. O que se prega é o divertimento com responsabilidade. 

A "GRANDE DIFERENÇA"
 
A diferença marcante entre os bailes comuns e os evangélicos é o momento da pregação. Em determinado momento há uma parada estratégica para que o pastor dê uma breve pregação sobre o amor de Cristo. O apelo é feito e os obreiros se aproximam para receber os jovens que entregam suas vidas a Jesus. Luciane Dantas, de 27 anos, membro do Ministério Shekinah, em Belford Roxo, Baixada Fluminense no Rio, conta que estava praticamente afastada da igreja e de Deus. Até que um dia ouviu a música Quantas caras você tem?, do MC F. Reis, e sentiu-se impactada. “Eu estava totalmente fora dos padrões de Deus. Estava separada do meu marido, participava de conversas indecorosas no trabalho, entre outras coisas. Quando ouvi a música, foi como se eu estivesse sendo colocada contra a parede. Aquela era a minha vida”, lembra. Depois desse dia, a história de Luciane mudou e ressalta que Deus usa aqueles que têm um coração disponível para aceitar os diferentes e falar de Deus para todos eles. Esse tipo de trabalho começou a ganhar força em 1998, quando um grupo de jovens da Igreja Renascer em Cristo, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, resolveu promover um evangelismo de uma forma animada e descontraída para jovens. “Nossa primeira tentativa não deu muito certo. Só apareceram quatro pessoas e, mesmo assim, porque fomos chamá-las na rua”, disse o DJ Marcelo Araújo, da equipe de eventos Gospel Night.

O apoio pastoral nos bailes gospel é fundamental, reconhecem os envolvidos, que destacam a importância da aprovação do pastor, além de cobertura espiritual e de oração pelo que se dedicam a fazer com a música. Quem é funkeiro gospel faz questão de dizer que João Batista, o apóstolo Paulo e, inclusive, Jesus, não eram pessoas convencionais para a época em que viviam e que para falar de Deus nem sempre é preciso seguir padrões de evangelismo. Para eles, o verdadeiro Cristianismo vai muito além dos preconceitos. Impulsionados por essa nova mentalidade, os bailes ganham força. Por final de semana, para se ter uma idéia, chegam a acontecer dez eventos só no eixo Rio-São Paulo. Toda essa movimentação tem atraído a atenção da imprensa. A revista Veja, o jornal carioca Extra e o programa Domingo Legal, do apresentador Gugu Liberato, são alguns veículos de comunicação que já noticiaram a nova forma de evangelismo.

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* Qualquer semelhança com a igreja católica moderna, é mera coincidência.