E, por fim, meu Imaculado Coração triunfará!

domingo, 22 de novembro de 2009

INDULGÊNCIAS


O que é Indulgência?

É a remissão, diante de Deus, da PENA TEMPORAL devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa (com uma verdadeira contrição e pelo Sacramento da Reconciliação), que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja. A Indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados. E ainda, qualquer fiel pode lucrar indulgências parciais ou plenárias para si mesmo ou aplicá-las aos falecidos como sufrágio. Vale esclarecer que ninguém pode lucrar indulgências em favor de outras pessoas vivas. É ainda, importantíssimo ressaltar, que as indulgências não nos dispensam de fazer penitência e a confissão humilde de nossos pecados.

O que é preciso fazer para ganhar a Indulgência?

Três pontos básicos são necessários para se ganhar a indulgência:

1. Para que alguém seja capaz de lucrar indulgências, deve ser batizado, não estar excomungado e encontrar-se em estado de graça, pelo menos no fim das obras prescritas. Em estado de pecado grave não se lucram indulgências.

2. A intenção de lucrar as mesmas, para isto basta termos a intenção virtual (em pensamento), e podemos fazer pela manhã a intenção de lucrarmos todas as indulgências anexas as orações e boas obras que praticarmos naquele dia.

3. Praticar as exigências (condições) prescritas quando for o caso.
Indulgência Parcial

A condição determinada pela Igreja para a indulgência parcial é a de simplesmente com o coração contrito, executar a obra indulgenciada. Indulgência Plenária

Para a indulgência plenária, “além da repulsa de todo afeto a qualquer pecado, até venial, é necessária a execução da obra enriquecida da Indulgência e o cumprimento das três condições (norma 23) seguintes:

1º - Confissão Sacramental

Com uma só Confissão podem ganhar-se várias Indulgências em dias diferentes. Aqui cabe uma informação importante que não consta no Manual das Indulgências, mas que foi obtida da Sagrada Penitênciária: Cada confissão vale para as indulgências obtidas até uns 15 (quinze) dias antes e para as indulgências que serão obtidas até uns 15 (quinze) dias depois de recebido o Sacramento.

2º - Comunhão Eucarística

É necessária uma Comunhão para cada Indulgência.

3º - Oração nas intenções do Sumo Pontífice

É necessário rezar para cada Indulgência.
Recitar um Pai Nosso e uma Ave-Maria, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme sua piedade ou devoção (norma 23 parágrafo 5).

As três condições podem cumprir-se em vários dias, antes ou depois da execução da obra prescrita; convém, contudo, que a Sagrada Comunhão e a oração nas intenções do Sumo Pontífice se pratiquem no próprio dia da obra prescrita (norma 23 parágrafo 3). A indulgência plenária só se pode ganhar uma vez ao dia, contudo o fiel em artigo de morte pode ganhá-la, mesmo que já a tenha conseguido neste dia (norma 21 e parágrafos).

Ainda é importante ressaltar que...
Para lucrar a indulgência plenária anexa à igreja ou oratório, é a visita aos mesmos e neles se recitam o Pai Nosso e o Creio, a não ser em caso especial em que se marque outra coisa, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme sua piedade ou devoção (norma 22), e ainda o cumprimento das três condições (norma 23).

Concessões

Concede-se indulgência parcial ao fiel que, no cumprimento de seus deveres e na tolerância das aflições da vida, ergue o espírito a Deus com humilde confiança, acrescentando alguma piedosa invocação, mesmo só em pensamento.
“Vigiai e orai para não cairdes em tentação”. Mt 26, 41

Concede-se indulgência parcial ao fiel que, levado pelo espírito de fé, com o coração misericordioso, dispõe de si próprio e de seus bens no serviço dos irmãos que sofrem falta do necessário.
“Tive fome e me destes de comer...”.Mt 25, 35-36 e 40

Concede-se indulgência parcial ao fiel que se abstém de coisa lícita e agradável, em espírito espontâneo de penitência.
“Se pelo espírito mortificares as obras do corpo vivereis”.Romanos 8,13

E ainda...

Orações e Atos Indulgenciados

Muito importante!
Antes de enumerá-las é importante sugerir a leitura do Manual das Indulgências, pois algumas práticas exigem determinadas condições para recebê-las.

Recitar atos de virtudes teologais e de contrição.
Adoração ao Santíssimo Sacramento.
Oração ao Santo Anjo.
Oração do Angelus e Rainha do Céu.
Oração Alma de Cristo.
Benção Papal
Visita ao Cemitério
Comunhão Espiritual
Oração do Creio em Deus Pai
Adoração da Santa Cruz
Salmo 129 (130)) Oração De Prufundis
Dedicação ao ensino ou aprendizado da doutrina cristã
Oração Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus
Participar com devoção do solene rito que costuma encerrar o Congresso Eucarístico
Rezar Ladainhas, em especial do Santíssimo Nome de Jesus, do Sagrado Coração de Jesus, do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Nossa Senhora, de São José e de Todos os Santos
Rezar o Magnificat
Rezar o Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria
Salmo 50, o Miserere
Assistir devotamente às novenas públicas que se fizerem antes das solenidades do Natal, de Pentecostes e da Imaculada Conceição
Usar devotamente objetos de piedade bentos ritualmente por qualquer sacerdote ou diácono
Rezar Ofícios breves
Recitar orações aprovadas pela autoridade eclesiástica pelas vocações sacerdotais e religiosas
Se entregar a oração mental com piedade
Assistir atenta e dovotamente à sagrada pregação da Palavra de Deus
Fazer a 1ª Comunhão ou assistir esta cerimônia
Assistir devotamente a 1ª Celebração da Santa Missa de um sacerdote
Rezar o Rosário de Nossa Senhora (pode ser rezada a terça-parte, isto é, o Terço, mas as cinco dezenas devem ser recitadas juntas).
Ler a Sagrada Escritura, com a veneração devida, e a modo de leitura espiritual.
Rezar a Salve Rainha
Recitar no dia da celebração litúrgica de qualquer Santo, em sua honra a oração tomada no Missal ou outra aprovada pela autoridade eclesiástica
Fazer o Sinal da Cruz devotamente proferindo as palavras costumeiras: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Oração À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus....
Recitar com piedade Tão Sublime Sacramento...
Rezar Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis...
Fazer piedosamente o exercício da Via-Sacra
Visitar com devoção a igreja paroquial na festa do titular
Renovar as promessas do Batismo
Visitar piedosamente uma igreja ou oratório, quando aí se faz a Visita Pastoral

Invocações Breves (recitadas ou só concebidas na mente):
Jesus
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo
Bendito seja Deus
Seja como Deus quiser
Ajudai-me, Senhor
Atendei à minha oração
Tende piedade de mim
Perdoai-me, Senhor
Não permitais que eu me separe de vós
Ave Maria
Coração de Jesus, confio em vós.
Doce Coração de Maria, sede a minha salvação
Enviai, Senhor, operários à vossa messe
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo
Graças e louvores sejam dados a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento
Jesus, Maria, José
Jesus manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso.
Meu Senhor e meu Deus!
Nós vos adoramos e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo
Pai, em vossas mãos entrego meu espírito
Rogai por nós Santa Mãe de Deus para que sejamos dignos das promessas de Cristo
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós
Senhor, aumentai a nossa fé
Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós

“Nenhum sacrifício é mais agradável a Deus do que o zelo pela salvação dos homens...” E também: “O valor do mundo inteiro não se pode comparar com o valor de uma só alma”.

São Gregório Magno

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Fonte: http://www.recadosaarao.com.br/index.asp



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O PORGATÓRIO (PARTE VI)

O que nos leva ao Purgatório?

A Tibieza e o Pecado Venial

“A tibieza é o hábito não combatido do pecado venial, ainda que seja um só. Santo Afonso. A tibieza mina o espírito, sem que as pessoas percebam, nos enfraquece espiritualmente, amortece as energias da vontade e do esforço. Afrouxa a vida cristã. É um sistema de acomodações na vida espiritual do cristão.

Há muitos sinais de tibieza, mas o que a caracteriza é o pecado venial deliberado e habitual. udo quanto ofende a Nosso Senhor nunca é leve ou coisa sem importância para uma alma fervorosa. O pecado venial é uma ofensa a Deus, e nele há:

Três circunstâncias agravantes:

1ª - Uma injúria a Majestade Divina.
2ª - Revolta contra a Autoridade de Deus.
3ª - Ingratidão a Bondade Eterna.

“O hábito dos pecados veniais tira dos nossos olhos a malícia do pecado grave, e em breve não receamos passar das faltas mais leves aos maiores pecados”. São Gregório

Depois da morte, as menores penas que nos esperam é algo maior do que tudo que se possa padecer neste mundo. As menores faltas são punidas severamente”. Santo Anselmo

O que devemos fazer?

Eis as palavras de Santo Agostinho:

Devemos, pois socorrer os falecidos:
1º - Em razão do parentesco de sangue.
2º - Por gratidão, aos benfeitores nossos.
3º - Por justiça.
4º - Por caridade.

O Santo Cura d’Ars, São João Batista Vianney, era um devoto fervoroso das almas do Purgatório. Pedira a Deus a graça de sofrer muito. Os sofrimentos do dia, oferecia-os pela conversão dos pecadores, e os da noite, pelas almas do Purgatório. “Si soubéssemos como é grande o poder das boas almas do Purgatório (em nosso favor) sobre o Coração de Jesus, e se soubéssemos também quantas graças poderíamos obter por intercessão delas, é certo, não seriam tão esquecidas”. São João Batista Vianney

Como podemos ajudá-las?

Um dia, Santa Gertrudes rezava com fervor pelos falecidos, quando Nosso Senhor lhe fez ouvir estas palavras:

“Eu sinto um prazer todo especial pela oração que me fazem pelos fiéis defuntos, principalmente quando vejo que a compaixão natural se junta a boa vontade de a tornar mais meritória. A oração dos fiéis desce a todo instante sobre as almas do Purgatório, como um orvalho refrigerante e benéfico, como um bálsamo salutar que adoça e acalma suas dores, e ainda as livra das suas prisões mais ou menos rapidamente conforme o fervor da devoção com que é feita”.

E ainda noutra ocasião:

Oração

Aplicando as indulgências recebidas na oração em sufrágio, para a liberdade das almas do Purgatório. Aqui vemos a importância das indulgências, através delas pagamos à Justiça Divina o que devemos, ou as oferecemos pelas almas para que elas possam assim pagar o devem à Justiça Divina, e se libertarem para entrar no gozo Celeste.

Sofrimento

“Aliviemos as almas do Purgatório, aliviemo-las por tudo o que nos penaliza, porque Deus tem cuidado em aplicar aos mortos os méritos dos vivos”.São João Crisóstomo Podemos aceitar os nossos sofrimentos com amor e humildade, oferecendo-os em sacrifício pelas almas, afim de que elas sofram menos. É meritório para nós (santificação) e para as almas (alívio dos sofrimentos) oferecer a Nosso Senhor Jesus Cristo a cruz de cada dia pelos nossos falecidos. Quem não tem a sua cruz? É bom lembrar que, aceitando os sofrimentos da vida, em espírito de reparação, estaremos diminuindo as penas que poderemos experimentar se formos para o Purgatório. Não sabemos o nosso futuro.

Ato Heróico
Quando fazemos um ato de penitência e oração, como por exemplo rezar um Santo Terço de joelhos, há neste ato, três frutos diferentes:
1. Um fruto meritório – que não o podemos perder, é o mérito pessoal de quem o pratica, nos dá um acréscimo de graça e de glória.

2. Um valor satisfatório do ato – que é a penitência, o sacrifício, e este é para as almas, no Ato Heróico.

3. Uma força impetratória - que é a da oração como oração.

Fonte: www.recadosaarao.com.br/index.asp

O PURGATÓRIO (PARTE III)


Motivos pelos quais devemos socorrer as almas do Purgatório:

1º - O serviço que prestamos a Deus e a glória que lhe proporcionamos.

Imaginemos o que experimentaria o coração de uma mãe que, tendo conhecimento de que seu filho foi condenado à prisão por muitos anos, o visse de repente, trazido por um amigo que o ajudou a se libertar. E ainda, a glória que lhe proporcionamos, pois fomos criados para glorificar a Deus, e cada alma liberta do Purgatório, imediatamente voa ao Céu e glorifica incessantemente ao Senhor Deus Todo Poderoso.

2º - O serviço que prestamos a nós mesmos

Adquirimos certamente um protetor no Céu, as almas por nós ajudadas a se libertarem serão eternamente reconhecidas no Céu. No Céu também se ama e se é reconhecido. Constituímos no Céu um representante nosso que, em nosso nome, adora, louva e glorifica o Senhor, enquanto estamos em vida ocupados em trabalhos e fadigas, elas adoram a Deus também em nosso nome.

“Tudo quanto peço a Deus pela intercessão das almas do Purgatório me é concedido”.
Santa Teresa

“Quando quero obter com segurança uma graça, recorro às almas padecentes e a graça que suplico sempre me é concedida”. Santa Catarina de Bolonha

3º - As principais virtudes que assim praticamos

Socorrendo as almas do Purgatório praticamos a caridade em toda sua extensão. Ajudamos ao nosso próximo no dia-a-dia, em diversas circunstâncias, também devemos fazê-lo às almas do Purgatório, e ainda mais, porque sabemos que não podem socorrer a si mesmas.

4º - O julgamento que nos espera após a morte

É obra de caridade rezar por quem precisa. “Tudo que fizerdes aos meus pequeninos e a mim que o fazeis”. Nos disse o Senhor Jesus, e ainda “Tudo o que damos por caridade às almas do Purgatório converte-se em graças para nós, e, após a morte, encontramos o seu valor centuplicado”. Nos ensinou Santo Ambrósio. Nós podemos rezar por nós e por elas, e as almas do Purgatório não podem se ajudar. Nós podemos pagar as suas dívidas, para que alcancem a liberdade. E ainda, não podemos nos esquecer de que um dia poderemos estar no Purgatório.



quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O PURGATÓRIO (PARTE II)



Como são os sorimentos no Purgatório:

1º Sofrimento - Pena dos Sentidos

“Reuni todas as penas que os homens têm sofrido, sofrem e sofrerão, desde o princípio do mundo até o fim dos tempos; juntai todos os tormentos que os tiranos e os algozes têm feito sofrer aos mártires: será uma pálida imagem dos tormentos do Purgatório; e, se as pobres encarceradas fosse permitida a escolha, prefeririam aqueles suplícios durante mil anos a ficarem no Purgatório mais um dia”.Santa Catarina de Gênova

“A dor não é o golpe que recebe, mas a sensação dolorosa desse golpe”.São Tomás de Aquino

“O fogo que envolve é o mesmo que atormenta os condenados no inferno, e esse fogo, oh, é terrível!”. São Tomás de Aquino

“As penas do Purgatório são passageiras, não são eternas, mas creio que são mais terríveis e insuportáveis que todos os males desta vida”. São Gregório Magno

“Como deve ser maravilhoso o Céu, pois Deus exige uma purificação tão dolorosa das almas”.Sta Catarina de Sena

2º Sofrimento – Pena do Dano

É a separação forçada de Deus ou uma força irresistível, que a cada instante afasta bruscamente de Deus a alma que a todo momento, por instinto de sua natureza, corre a se unir com Ele. Imaginemos uma mãe que chamada pelo filho prestes a ser devorado por uma fera, fosse retida por uma força invencível no momento em que se precipitasse em seu socorro. Para as almas esta sensação é uma constante.

3º Sofrimento – Impotência de se acudirem a si próprias

É a impotência absoluta, não podem nem fazer penitência, nem merecer, nem satisfazer à Justiça Divina, nem ganhar uma indulgência, nem receber os Sacramentos.

Mais uma vez é importante lembrar que nós podemos ajudá-las a se libertarem.

4º Sofrimento – O conhecimento dos seus pecados

As almas do Purgatório vêem as coisas de Deus diferente de nós, esclarecidas pela Divina Luz, compreendem elas o respeito, o amor, a obediência que deviam a Deus, e ainda, a ingratidão dos pecados que cometeram. Essa ingratidão as oprime de tantos remorsos, que elas sentem a necessidade de sofrer para expiar tanta falta de amor, e ainda, a esse sentimento se une o pensamento de que teriam podido facilmente evitar em vida as faltas que as fazem sofrer.

5º Sofrimento – O esquecimento em que caem

As almas sofrem com o esquecimento dos seus, elas pedem o repouso, o refrigério e a luz, e não rezamos por elas o quanto deveríamos, para libertá-las desse estado.

6º Sofrimento – Incerteza do tempo de permanência no Purgatório

Na eternidade não há mais tempo. O tempo não é como o nosso, elas sofrem sem saber quando vão se libertar. Um minuto nosso para elas é uma eternidade.

“Eu temo, temo do bom conceito que meus amigos têm feito de mim; entendendo que eu já estou no Céu, sem querer me deixarão ficar no Purgatório”. São Francisco de Sales

“De boa vontade eu ficaria cem mil anos no Purgatório, pois teria a certeza do paraíso”. São Bernardino de Sena

O estado das almas do Purgatório nos ensinamentos de São Francisco de Sales:

1º - As almas do Purgatório estão numa contínua união com Deus e perfeitamente submissas à vontade de Deus. Não podem deixar esta união divina e nunca podem contradizer a divina vontade, como nós neste mundo;

2º - Elas se purificam com muito amor e com toda boa vontade, porque sabem que isto á da vontade de Deus. Sofrer para fazer a vontade de Deus é uma alegria para elas;

3º - Elas querem ficar na maneira que Deus quer e quanto tempo ele quiser;

4º - São impecáveis e não podem experimentar o mais leve movimento de impaciência, nem cometer uma imperfeição sequer;

5º - Amam a Deus mais do que a si próprias, e mais do que todas as coisas, e com um amor muito puro e desinteressado;

6º - São consoladas pelos Anjos;

7º - Estão seguras da sua salvação e com uma segurança que não pode ser confundida;

8º - As amarguras que experimentam são muito grandes, mas numa paz profunda e perfeita;

9º - Se pelo que padecem estão como numa espécie de inferno, quando a dor, é um paraíso de doçura quanto a caridade mais forte do que a morte;

10º - Feliz estado, mais desejável que temível, pois estas chamas do Purgatório são "chamas do Amor!”

“Falam só das penas daquele lugar e nunca da felicidade e da paz que desfrutam as almas que lá estão. É verdade que os sofrimentos são extremos e as maiores e mais terríveis dores desta vida não se podem comparar a eles, mas também as satisfações interiores são tais e tantas que nenhuma prosperidade e alegria da terra a elas se podem igualar”. São Francisco de Sales

“Sim, o tormento delas é tão grande que nenhuma língua humana pode exprimí-lo, mas as suas delícias são de tal modo inebriantes que só a felicidade dos eleitos podem dar uma idéia”.
Sta Catarina de Gênova no Tratado do Purgatório


Fonte: http://www.recadosaarao.com.br/index.asp

O PURGATÓRIO (PARTE I)

Olá pessoal, depois de muito tempo sem postar nada, volto com força total e inicio essa atualização com assuntos muito importantes e bastante debatido: O Purgatório

O PURGATÓRIO EXISTE?


A DOUTRINA DO PURGATÓRIO E AS INDULGÊNCIAS

O que é Purgatório?

Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu.
Catecismo da Igreja Católica nº 1030

É um Dogma de Fé e por isso nenhum cristão pode colocar em dúvida sua existência. A Santa Igreja, baseando-se na Sagrada Escritura e na Tradição, definiu basicamente nos Concílios de Florença e de Trento o que devemos acreditar sobre este assunto.

Estado de espírito onde as almas pagam as dívidas à Justiça Divina.

É muito importante saber que...

As almas do Purgatório já não podem mais merecer, isto é, não têm a possibilidade de alcançar méritos, não podem fazer nada para merecer a vida eterna, precisam de nós que ainda temos à nossa disposição os Tesouros da Redenção, que é formado pelos os Méritos infinitos de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos.

Isto entenderemos melhor mais adiante...

“Entre o último suspiro, e a eternidade, há um abismo de misericórdia”. São Francisco de Sales

O Purgatório na Palavra de Deus

A doutrina sobre o Purgatório não está explícita na Bíblia Sagrada, no entanto, algumas passagens dão as idéias fundamentais de sua existência.

· Em 2 Macabeus 12, 39-46 – “...puseram-se em oração para pedir que o pecado cometido fosse cancelado”. “...ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado”.
· Em Mateus 5, 25-26 – “...dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.
· Em Mateus 12, 31-32 – “...não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro”.
· No Apocalipse 21, 27 – “Nela jamais entrará algo de imundo”.

Por que motivos podemos ir para o Purgatório?

Todo pecado trás como conseqüência duas coisas: A culpa e a pena (pena eterna + pena temporal). Pela verdadeira contrição e pelo Sacramento da Reconciliação, ficam perdoadas a culpa e a pena eterna. Todavia, permanece a pena temporal, o dever da penitência e da reparação do mal que cometemos. Fica uma dívida que devemos pagar à Justiça de Deus, nesta vida ou no Purgatório.

elas Indulgências podemos diminuir e até apagar toda a pena temporal. Sobre as indulgências falaremos adiante...

Assim podemos resumir os motivos que nos levam ao Purgatório:
1º - pelos pecados veniais não remidos ou perdoados neste mundo;
2º - pelas inclinações viciosas deixadas em nossa alma pelo hábito do pecado e
3º - pela pena temporal devida a todo pecado mortal ou venial cometido depois do batismo e não expiado ou expiado insuficientemente nesta vida.


Continua...

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Fonte: http://www.recadosaarao.com.br/index.asp