E, por fim, meu Imaculado Coração triunfará!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Se Ele não tivesse vindo...

"... Ele será chamado pelo nome de Emanuel... Deus conosco." (Mt 1.23.)
"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu..." (Is 9.6.)


Há alguns anos foi publicado um curioso conto de Natal, com os dizeres: "Se Cristo não tivesse vindo":

Falava de um pastor que adormeceu em seu escritório numa manhã de Natal e sonhou com um mundo para o qual Jesus nunca tinha vindo.

Em seu sonho, viu-se andando pela casa: mas lá não havia presentes no canto da lareira, nem árvore de Natal, nem coroas enfeitadas; e não havia Cristo para confortar, alegrar e salvar.

Andou pelas ruas, mas não havia igrejas com suas torres agudas apontando para o Céu.

Voltou para casa e sentou-se na biblioteca, mas todos os livros sobre o Salvador tinham desaparecido.

Alguém bateu-lhe à porta, e um mensageiro pediu-lhe que fosse visitar uma pobre mãe à morte.

Ele apressou-se a acompanhar o filho choroso; chegou àquela casa e disse: - Eu tenho aqui alguma coisa que a confortará. Abriu a Bíblia, procurando alguma promessa bem conhecida, mas viu que ela terminava em Malaquias.

E não havia evangelho, nem promessa de esperança e salvação. E ele só pôde abaixar a cabeça e chorar com a enferma em angústia e desespero. Não muito depois, estava ao lado de seu caixão, dirigindo o ofício fúnebre, mas não havia mensagem de consolação, nem palavra de ressurreição gloriosa, nem Céu aberto; mas somente "cinza a cinza e pó ao pó" e um longo e eterno adeus.

O pastor percebeu, afinal, que "Ele não tinha vindo". E rompeu em lágrimas e amargo pranto, em seu triste sonho. De repente, acordou ao som de um acorde. E um grande brado de júbilo saiu-lhe dos lábios, ao ouvir, em sua igreja ao lado, o coro a cantar:

Cristãos, vinde todos
Com alegres cantos
ó vinde, ó vinde
Até Belém.
Vede o nascido,
vosso Rei eterno.
Ó vinde, adoremos
Ó vinde, adoremos
Ó vinde, adoremos
O Salvador

“Mas o anjo disse aos pastores: “Não tenham medo! Eu anuncio para vocês a Boa notícia, que será uma grande alegria para todo povo, hoje na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é o Messias, o, o Salvador, que é Cristo, o Senhor." (Lc 2.10,11 )

Que nosso coração possa se derramar em compaixão pelos povos que não têm o dia bendito do Natal de Cristo. "Ide para as vossas casas, fazei um bom jantar, tomai bebidas doces, e reparti com aqueles que nada têm pronto; porque este dia é um dia de festa consagrado ao nosso Senhor; não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força.” (Ne 8.10)


FELIZ NATAL !!!


fONTE: http://www.loreto.org.br/dez2009_conto_natal.asp

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A IMITAÇÃO DE CRISTO (Segunda parte)

14. Como se deve evitar o juízo temerário
  1. Relanceia sobre ti o olhar e guarda-te de julgar as ações alheias. Quem julga os demais perde o trabalho, quase sempre se engana e facilmente peca; mas, examinando-se e julgando-se a si mesmo, trabalha sempre com proveito. De ordinário, julgamos as coisas segundo a inclinação do nosso coração, pois o amor-próprio facilmente nos altera a retidão do juízo. Se Deus fora sempre o único objetivo dos nossos desejos, não nos perturbaria tão facilmente qualquer oposição ao nosso parecer.
  2. Muitas vezes existe, dentro ou fora de nós, alguma coisa que nos atrai e em nós influi. Muitos buscam secretamente a si mesmos em suas ações, e não o percebem. Parecem até gozar de boa paz, enquanto as coisas correm à medida de seus desejos; mas, se de outra sorte sucede, logo se inquietam e entristecem. Da discrepância de pareceres e opiniões freqüentemente nascem discórdias entre amigos e vizinhos, entre religiosos e pessoas piedosas.
  3. É custoso perder um costume inveterado, e ninguém renuncia, de boa mente, a seu modo de ver. Se mais confias em tua razão e talento que na graça de Jesus Cristo, só raras vezes e tarde serás iluminado; pois Deus quer que nos sujeitemos perfeitamente a ele e que nos elevemos acima de toda razão humana, inflamados do seu amor. 
16. Do Sofrer os defeitos dos outros
  1. Aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve-o tolerar com paciência, até que Deus disponha de outro modo. Considera que talvez seja melhor assim, para provar tua paciência, sem a qual não têm grande valor nossos méritos. Todavia, convém, nesses embaraços, pedir a Deus que te auxilie, para que os possas levar com seriedade.
  2. Se alguém, com uma ou duas advertências, não se emendar, não contendas com ele; mas encomenda tudo a Deus para que seja feita a sua vontade, e seja ele honrado em todos os seus servos, pois sabe tirar bem do mal. Procura sofrer com paciência os defeitos e quaisquer imperfeições dos outros, pois tens também muitas que os outros têm de aturar. Se não te podes modificar como desejas, como pretendes ajeitar os outros à medida de teus desejos? Muito desejamos que os outros sejam perfeitos, e nem por isso emendamos as nossas faltas.
  3. Queremos que os outros sejam corrigidos com rigor, e nós não queremos ser repreendidos. Estranhamos a larga liberdade dos outros, e não queremos sofrer recusa alguma. Queremos que os outros sejam apertados por estatutos e não toleramos nenhum constrangimento que nos coíba. Donde claramente se vê quão raras vezes tratamos o próximo como a nós mesmos. Se todos fossem perfeitos, que teríamos então de sofrer nós mesmos por amor de Deus?
  4. Ora, Deus assim o dispôs para que aprendamos a carregar uns o fardo dos outros; porque ninguém há sem defeito; ninguém sem carga; ninguém com força e juízo bastante para si; mas cumpre que uns aos outros nos suportemos, consolemos, auxiliemos, instruamos e aconselhemos. Quanta virtude cada um possui, melhor se manifesta na ocasião da adversidade; pois as ocasiões não fazem o homem fraco, mas revelam o que ele é.
Pessoal, esse livro é INCRIVEL, vale apena comprá-lo e lê-lo com atenção e zelo. Nesse Natal vou dá-lo de presente a uma pessoa muito especial, minha irmã mais velha. Foi ela quem me inspirou e despertou em mim o desejo e o amor pela catequese.

domingo, 29 de novembro de 2009

A IMITAÇÃO DE CRISTO

Olá pessoal, O Senhor esteja convosco!
Estava pensando em postar hoje um artigo muito especial, mas não sabia ainda o que, necessariamente. Então  resolvi fazer pesquisas em alguns sites e veio a inpiração: irei postar artigos sobre o  livro A IMITAÇÃO DE CRISTO - Tomas Kempis. É um livro fascinante, consegui baixá-lo na internet (http://imitacaodecristo.50webs.com) para uma melhor compreensão, recomendo ler um capítulo por dia. Boa leitura!

I Capítulo

I. AVISOS ÚTEIS PARA A VIDA ESPIRITUAL

1. Da imitação de Cristo e desprezo de todas as vaidades do mundo

  1. Quem me segue não anda nas trevas, diz o Senhor (Jo 8,12). São estas as palavras de Cristo, pelas quais somos advertidos que imitemos sua vida e seus costumes, se verdadeiramente queremos ser iluminados e livres de toda cegueira de coração. Seja, pois, o nosso principal empenho meditar sobre a vida de Jesus Cristo.
  2. A doutrina de Cristo é mais excelente que a de todos os santos, e quem tiver seu espírito encontrará nela um maná escondido. Sucede, porém, que muitos, embora ouçam frequentemente o Evangelho, sentem nele pouco enlevo: é que não possuem o espírito de Cristo. Quem quiser compreender e saborear plenamente as palavras de Cristo é-lhe preciso que procure conformar à dele toda a sua vida.
  3. Que te aproveita discutires sabiamente sobre a SS. Trindade, se não és humilde, desagradando, assim, a essa mesma Trindade? Na verdade, não são palavras elevadas que fazem o homem justo; mas é a vida virtuosa que o torna agradável a Deus. Prefiro sentir a contrição dentro de minha alma, a saber defini-la. Se soubesses de cor toda a Bíblia e as sentenças de todos os filósofos, de que te serviria tudo isso sem a caridade e a graça de Deus? Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade (Ecle 1,2), senão amar a Deus e só a ele servir. A suprema sabedoria é esta: pelo desprezo do mundo tender ao reino dos céus.
  4. Vaidade é, pois, buscar riquezas perecedoras e confiar nelas. Vaidade é também ambicionar honras e desejar posição elevada. Vaidade, seguir os apetites da carne e desejar aquilo pelo que, depois, serás gravemente castigado. Vaidade, desejar longa vida e, entretanto, descuidar-se de que seja boa. Vaidade, só atender à vida presente sem providenciar para a futura. Vaidade, amar o que passa tão rapidamente, e não buscar, pressuroso, a felicidade que sempre dura. Lembra-te a miúdo do provérbio: Os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir (Ecle 1,8). Portanto, procura desapegar teu coração do amor às coisas visíveis e afeiçoá-lo às invisíveis: pois aqueles que satisfazem seus apetites sensuais mancham a consciência e perdem a graça de Deus. 
 XVIII Capítulo

8. Como se deve evitar a excessiva familiaridade

  1. Não abras teu coração a qualquer homem (Eclo 8,22); mas trata de teus negócios com o sábio e temente a Deus. Com moços e estranhos conversa pouco. Não lisonjeies os ricos, nem busques aparecer muito na presença dos potentados. Busca a companhia dos humildes e simples, dos devotos e morigerados, e trata com eles de assuntos edificantes. Não tenhas familiaridade com mulher alguma; mas, em geral, encomenda a Deus todas as que são virtuosas. Procura intimidade com Deus apenas, e seus anjos, e foge de seres conhecidos dos homens.
  2. Caridade se deve ter para com todos; mas não convém ter com todos a familiaridade. Sucede, freqüentemente, gozar de boa reputação pessoa desconhecida que, na sua presença, desagrada aos olhos dos que a vêem. Julgamos, às vezes, agradar aos outros com a nossa intimidade, mas antes os aborrecemos com os defeitos que em nós vão descobrindo.

 Fonte: http://imitacaodecristo.50webs.com/I_AVISOS_TEIS_PARA_A_VIDA_E.html


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ADVENTO (continuação)

No Novo Testamento o mesmo termo “Basiléia” pode ser traduzido por realeza (nome abstrato), reino (nome concreto) ou reinado (nome de ação). O Reino de Deus existe antes de nós. Aproximou-se no Verbo encarnado, é anunciado ao longo de todo o Evangelho, veio na morte e na Ressurreição de Cristo. O Reino de Deus vem desde a santa Ceia e na Eucaristia: ele está no meio de nós. O Reino virá na glória quando Cristo o restituir a seu Pai: O Reino de Deus pode até significar o Cristo em pessoa, a quem invocamos com nossas súplicas todos os dias e cuja vinda queremos apressar por nossa espera. Assim como Ele é nossa Ressurreição, pois nele nós ressuscitamos, assim também pode ser o Reino de Deus, pois nele nós reinaremos . (CIC 2816)

Este pedido é o “Marana Tha”, o grito do Espírito e da Esposa: “Vem, Senhor Jesus”! Mesmo que esta oração não nos tivesse imposto um dever de pedir a vinda deste Reino, nós mesmos, por nossa iniciativa, teríamos soltado este grito, apressando-nos a ir abraçar nossas esperanças. As almas dos mártires, sob o altar, invocam o Senhor com grandes gritos: “Até quando, Senhor, tardarás a pedir contas de nosso sangue aos habitantes da terra?” (Ap 6,10). Eles devem, com efeito, obter justiça no fim dos tempos. Senhor, apressa portanto a vinda de teu reinado . (CIC 2817)

A vitória sobre o “príncipe deste mundo” foi alcançada, de uma vez por todas, na Hora em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar sua vida. É o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo é “lançado fora” , “Ele põe-se a perseguir a Mulher” , mas não tem poder sobre ela: a nova Eva, “cheia de graça” por obra do Espírito Santo, é preservada do pecado e da corrupção da morte (Imaculada Conceição e Assunção da Santíssima Mãe de Deus, Maria, sempre virgem). “Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi então guerrear contra o resto de seus descendentes” (Ap 12,17). Por isso o Espírito e a Igreja rezam: “Vem, Senhor Jesus” (Ap 22,17.20), porque a sua Vinda nos livrará do Maligno. (CIC 2853)

Ao pedir que nos livre do Maligno, pedimos igualmente que sejamos libertados de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador. Neste último pedido, a Igreja traz toda a miséria do mundo diante do Pai. Com a libertação dos males que oprimem a humanidade, ela implora o dom precioso da paz e a graça de esperar perseverantemente o retorno de Cristo. Rezando dessa forma, ela antecipa, na humildade da fé, a recapitulação de todos e de tudo naquele que “detém as chaves da Morte e do Hades” (Ap 1,18), “o Todo-poderoso, Aquele que é, Aquele que era e Aquele que vem” (Ap 1,8) : Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados por vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador . (CIC 2854)


A Virgem Maria realiza da maneira mais perfeita a obediência da fé. Na fé, Maria acolheu o anúncio e a promessa trazida pelo anjo Gabriel, acreditando que “nada é impossível a Deus” (Lc 1,37) e dando seu assentimento: ”Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Isabel a saudou: “Bem-aventurada a que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido” (Lc 1,45). É em virtude desta fé que todas as gerações a proclamarão bem-aventurada . (CIC 148)

Durante toda a sua vida e até sua última provação , quando Jesus, seu filho, morreu na cruz, sua fé não vacilou. Maria não deixou de crer “no cumprimento” da Palavra de Deus. Por isso a Igreja venera em Maria a realização mais pura da fé. (CIC 149)

Ao anúncio de que, sem conhecer homem algum, ela conceberia o Filho do Altíssimo pela virtude do Espírito Santo , Maria respondeu com a “obediência da fé”, certa de que “nada é impossível a Deus”: “Eu sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,37-38). Assim, dando à Palavra de Deus o seu consentimento, Maria se tornou Mãe de Jesus e, abraçando de todo o coração, sem que nenhum pecado a retivesse, a vontade divina da salvação, entregou-se ela mesma totalmente à pessoa e à obra de seu Filho, para servir, na dependência dele e com Ele, pela graça de Deus, ao Mistério da Redenção . Como diz Sto. Irineu, “obedecendo, se fez causa de salvação tanto para si como para todo o gênero humano”. Do mesmo modo, não poucos antigos Padres dizem com ele: “O nó da desobediência de Eva foi desfeito pela obediência de Maria; o que a virgem Eva ligou pela incredulidade a virgem Maria desligou pela fé”. Comparando Maria com Eva, chamam Maria de “mãe dos viventes” e com freqüência afirmam: “Veio a morte por Eva e a vida por Maria”. (CIC 494)


Fonte: Catecismo da Igreja Católica - CIC

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ADVENTO


O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.

A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal imensidão que Deus quis prepará-lo durante séculos. Ritos e sacrifícios, figuras e símbolos da “Primeira Aliança”, tudo ele faz convergir para Cristo; anuncia-o pela boca dos profetas que se sucedem em Israel. Desperta, além disso, no coração dos pagãos a obscura expectativa desta vinda. (CIC 522)

São João Batista é o precursor imediato do Senhor, enviado para preparar-lhe o Caminho . “Profeta do Altíssimo” (Lc 1,76), ele supera todos os profetas, deles é o último , inaugura o Evangelho ; saúda a vinda de Cristo desde o seio de sua mãe e encontra sua alegria em ser “o amigo do esposo” (Jo 3,29), que designa como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Precedendo a Jesus “com o espírito e o poder de Elias” (Lc 1,17), dá-lhe testemunho por sua pregação, seu batismo de conversão e, finalmente, seu martírio . (CIC 523)

Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda . Pela celebração da natividade e do martírio do Precursor, a Igreja se une a seu desejo: “É preciso que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30). (CIC 524)

Cristo afirmou antes de sua Ascensão que ainda não chegara a hora do estabelecimento glorioso do Reino messiânico esperado por Israel , que deveria trazer a todos os homens, segundo os profetas , a ordem definitiva da justiça, do amor e da paz. O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho , mas é também um tempo ainda marcado pela "tristeza" e pela provação do mal , que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias . E um tempo de expectativa e de vigília . (CIC 672)

A partir da Ascensão, o advento de Cristo na glória é iminente , embora não nos "caiba conhecer os tempos e os momentos que o Pai fixou com sua própria autoridade" (At 1,7) . Este acontecimento escatológico pode ocorrer a qualquer momento , ainda que estejam "retidos" tanto ele como a provação final que há de precedê-lo . (CIC 673)

A vinda do Messias glorioso depende a todo momento da história do reconhecimento dele por "todo Israel" . Uma parte desse Israel se "endureceu" (Rm 11,25) na "incredulidade" (Rm 11,20) para com Jesus. S. Pedro o afirma aos judeus de Jerusalém depois de Pentecostes: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, a fim de que sejam apagados os vossos pecados e deste modo venham da face do Senhor os tempos de refrigério. Então enviará ele o Cristo que vos foi destinado, Jesus, a quem o céu deve acolher até os tempos da restauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca de seus santos profetas" (At 3,19-21). E S. Paulo lhe faz eco: "Se a rejeição deles resultou na reconciliação do mundo, o que será o acolhimento deles senão a vida que vem dos mortos?" A entrada da "plenitude dos judeus" na salvação messiânica, depois da "plenitude dos pagãos" , dará ao Povo de Deus a possibilidade de "realizar a plenitude de Cristo" (Ef 4,13), na qual "Deus será tudo em todos" (1Cor 15,28). (CIC 674)

De resto, quando se considera o futuro, o povo de deus da Antiga Aliança e o novo Povo de Deus tendem para fins análogos: a espera da vinda ( ou da volta) do Messias. Mas o que se espera é, do lado dos cristãos, a volta do Messias, morto e ressuscitado, reconhecido como Senhor e Filho de Deus, e do lado dos hebreus, a vinda do Messias – cujos traços permanecem encobertos ---, no fim dos tempos, espera esta acompanhada do drama da ignorância ou do desconhecimento de Cristo Jesus. (CIC 840)

No limiar da vida pública, o Batismo; no limiar da Páscoa, a Transfiguração. Pelo Batismo de Jesus “declaratum fuit mysterium primae regenerationis – foi manifestado o mistério da primeira regeneração”: o nosso Batismo; a Transfiguração “est sacramentum secundae regenerationis – é o sacramento da segunda regeneração”: a nossa própria ressurreição . Desde já participamos da Ressurreição do Senhor pelo Espírito Santo que age nos sacramentos do Corpo de Cristo. A Transfiguração dá-nos um antegozo da vinda gloriosa do Cristo, “que transfigurará nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso” (Fl 3,21). Mas ela nos lembra também “que é preciso passarmos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus” (At 14,22): Pedro ainda não tinha compreendido isso ao desejar viver com Cristo sobre a montanha . Ele reservou-te isto, Pedro, para depois da morte. Mas agora Ele mesmo diz: Desce para sofrer na terra, para servir na terra, para ser desprezado, crucificado na terra. A Vida desce para fazer-te matar; o Pão desce para ter fome; o Caminho desce para cansar-se da caminhada; a Fonte desce para ter sede; e tu recusas sofrer? (CIC 556)

Na Eucaristia, a Oração do Senhor manifesta também o caráter escatológico de seus pedidos. É a oração própria dos “últimos tempos”, dos tempos da salvação que começaram com a efusão do Espírito Santo e que terminarão com a Volta do Senhor. Os pedidos ao nosso Pai, ao contrário das orações da Antiga Aliança, apóiam-se sobre o mistério da salvação já realizada, uma vez por todas, em Cristo crucificado e ressuscitado. (CIC 2771)

Desta fé inabalável brota a esperança que anima cada um dos sete pedidos. Estes exprimem os gemidos do tempo presente, este tempo de paciência e de espera durante o qual “ainda não se manifestou o que nós seremos” (1Jo 3,2) . A Eucaristia e o Pai-Nosso apontam para a vinda do Senhor, “até que Ele venha” (1Cor 11,26). (CIC 2772)

Continua...

Fonte: Catecismo da Igreja Católica

domingo, 22 de novembro de 2009

OS PECADOS MORTAIS

(Passamos abaixo uma relação dos pecados mortais mais comuns, para que as pessoas, possam fazer uma boa revisão de vida. O dia da Justiça chega, e não nos deve pegar de surpreza.)

I. Os pecados são chamados mortais quando preenchem três condições:

1. Uma matéria seriamente pecaminosa ou algo que nós achamos ser matéria pecaminosa.

2. Nós sabemos que é uma matéria séria.

3. Nós consentimos totalmente, sabendo que é um pecado grave.

Os pecados mortais estão indicados na Sagrada Escritura:

1 João 5:17: “...há pecado que conduz à morte.”

Apocalipse 3:1: “...conheço as tuas obras, (sei) que tens a reputação de que vives, e estás morto.”

Gálatas 5:19-21: “Ora as obras da carne são manifestas: são o adultério, a fornicação, a impureza, a luxúria, a idolatria, os malefícios, as inimizades, as contendas, as rivalidades, as iras, as rixas, as discórdias, as seitas, as invejas, os homicídios, a embriaguez, as glutonarias e outras coisas semelhantes, sobre as quais vos previno, como já vos disse, que os que as praticam não possuirão o reino de Deus.”

Se alguém não sabe que algo é pecado mortal, embora tenha-o cometido, esta pessoa, por ignorância, é inocente perante Deus. Entretanto, falando-se materialmente ou objetivamente continua a ser um pecado mortal, embora formalmente não o seja. O pecado mortal formal significa que a pessoa tem plena consciência do pecado e mesmo assim consente inteiramente a ele. Mas Deus exige que a pessoa descubra o que a lei requer. Nós devemos avaliar tudo em nossas vidas para descobrir se a nossa ação está de acordo com a lei.

II. Alguns pecados são sempre pecados mortais.

Por exemplo, (1) pecado contra Deus: blasfêmia, rejeição dos dons da Fé Católica, apostasia, heresia, cisma; (2) todos os pecados de impureza (adultério, fornicação, masturbação, atos homossexuais, desejos de ter prazer em pensamentos impuros, cobiçar a mulher do próximo, etc.); (3) Certos outros pecados, i. e., desejo de matar, suicídio, aborto, laqueadura, vasectomia (por razões de controle de natalidade), controle de natalidade artificial.

III. Outros pecados podem ser veniais ou mortais dependendo das circunstâncias e grau de seriedade do ato: roubo, mentira, raiva, negligência das obrigações (omissão).

IV. Os Pecados Mortais Mais Comuns:

1. Idolatria, tanto idolatria real ou idolatria sutil tal como perseguir coisas deste mundo excluindo o amor e serviço de Deus.

2. Desleixo na procura de conhecimento, amor e serviço de Deus [devido ao modo da vida em que se vive somente para este mundo, ou apenas por conforto e prazer deste mundo] (Marcos 12:30).

3. Vivendo apenas para este mundo (100%) ou principalmente para este mundo (Lucas 12;19-20; Tiago 4:4; Apocalipse 3:15).

4. Desleixo na procura da Fé Verdadeira. Se alguém suspeita que a Fé Católica é a fé verdadeira e mesmo assim, ignora-a, está em pecado mortal.

5. Faltar às Missas dominicais.

6. Trabalhos desnecessários aos domingos e Dias Santos de Obrigação, quando o trabalho é desnecessário e rotineiro.

7. Fazer compras aos domingos (se é freqüente e demorado).

8. Usurpar a cabeça da família sem uma razão. (O marido deixa-se agir de maneira tão irresponsável e infantil, que a sua mulher precisa sustentar a família, também estaria cometendo o pecado mortal). Isto vem da primazia do marido e pai com respeito à sua esposa e seus filhos (Efésios 5:22-23).

9. Suicídio.

10. Controle de natalidade artificial.

11. Aborto.

12. Laqueadura e vasectomia.

13. Adultério.

14. Fornicação (relação sexual entre parceiros não casados e heterossexuais).

15. Incesto.

16. Violação.

17. Concubinato ou “morar junto”(Romanos 13:13-14).

18. Masturbação.

19. Atos homossexuais.

20. Pensamentos e desejos impuros.

21. Imodéstia no vestir (Mateus 5:28).

· O ato de vestir deve mais esconder do que revelar.

· não se deve ser transparente.

· deve cobrir as pernas.

· evitar roupas apertadas.

· o pescoço deve ficar exposto menos de dois dedos abaixo da garganta.

22. Beijos e abraços prolongados, se causam desejos sexuais.

23. Ler livros e materiais pornográficos, assistir filmes pornográficos e programas de TV idem.

24. Grandes roubos que afetem a propriedade alheia.

25. Cobiçar a (o) mulher (homem) do (a) próximo (a).

26. Divórcio sem uma boa razão. As boas razões incluem uma das seguintes: (a) um lado comete adultério; (b) perigo de vida para um dos parceiros; (c) um dos parceiros evita filhos embora conhecendo a Fé Católica; (d) um dos parceiros dificulta o outro a seguir Deus.

27. Casar de novo após divórcio (mesmo divórcio justificado).

28. Abuso da esposa.

29. Abuso dos filhos.

30. Negligência aos filhos.

31. Embriaguez.

32. Drogas.

33. Perder tempo (não fazer nada, assistir muita TV, omissão do dever).

34. Promiscuidade.

35. Falta de caridade ou egoísmo.

36. Comunhão sacrílega.

37. Heresia.

38. Apostasia. A apostasia origina-se de três fontes:

· Viver em pecado mortal.

· falhar no estudo da fé.

· falhar na oração.

39. Agnosticismo que afirma que Deus é inconcebível ou que está além da compreensão humana (Salmo 14:1).

40. Inseminação artificial (bebê de proveta, barriga de aluguel).

41. Eutanásia.

V. Dogmas da Igreja relativas às conseqüências dos pecados mortais não confessos:

· O Papa Gregório X que presidiu o Concílio de Lyon II em 1274 declarou ex-catedra que:

“As almas daqueles que morrem em pecado mortal ou apenas com o pecado original, em qualquer caso, descem imediatamente ao inferno, embora punidos com diferentes castigos.”(Denzinger, Fontes do Dogma Católico, 30a. Ed. # 464, p. 184).

· O Papa João XXII na carta “Nequaquan sine dolore” para os armênios, em 21 de novembro de 1321 repetiu esta afirmação:

“Ela (a Igreja Católica) ensina ... que as almas ... daqueles que morrem em pecado mortal, ou apenas com o pecado original, descem imediatamente ao inferno, para serem punidos com diferentes penas e em diferentes lugares." (Op. Cit., # 493 a, p. 193).


Fonte: http://www.recadosaarao.com.br/index.asp

INDULGÊNCIAS


O que é Indulgência?

É a remissão, diante de Deus, da PENA TEMPORAL devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa (com uma verdadeira contrição e pelo Sacramento da Reconciliação), que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja. A Indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados. E ainda, qualquer fiel pode lucrar indulgências parciais ou plenárias para si mesmo ou aplicá-las aos falecidos como sufrágio. Vale esclarecer que ninguém pode lucrar indulgências em favor de outras pessoas vivas. É ainda, importantíssimo ressaltar, que as indulgências não nos dispensam de fazer penitência e a confissão humilde de nossos pecados.

O que é preciso fazer para ganhar a Indulgência?

Três pontos básicos são necessários para se ganhar a indulgência:

1. Para que alguém seja capaz de lucrar indulgências, deve ser batizado, não estar excomungado e encontrar-se em estado de graça, pelo menos no fim das obras prescritas. Em estado de pecado grave não se lucram indulgências.

2. A intenção de lucrar as mesmas, para isto basta termos a intenção virtual (em pensamento), e podemos fazer pela manhã a intenção de lucrarmos todas as indulgências anexas as orações e boas obras que praticarmos naquele dia.

3. Praticar as exigências (condições) prescritas quando for o caso.
Indulgência Parcial

A condição determinada pela Igreja para a indulgência parcial é a de simplesmente com o coração contrito, executar a obra indulgenciada. Indulgência Plenária

Para a indulgência plenária, “além da repulsa de todo afeto a qualquer pecado, até venial, é necessária a execução da obra enriquecida da Indulgência e o cumprimento das três condições (norma 23) seguintes:

1º - Confissão Sacramental

Com uma só Confissão podem ganhar-se várias Indulgências em dias diferentes. Aqui cabe uma informação importante que não consta no Manual das Indulgências, mas que foi obtida da Sagrada Penitênciária: Cada confissão vale para as indulgências obtidas até uns 15 (quinze) dias antes e para as indulgências que serão obtidas até uns 15 (quinze) dias depois de recebido o Sacramento.

2º - Comunhão Eucarística

É necessária uma Comunhão para cada Indulgência.

3º - Oração nas intenções do Sumo Pontífice

É necessário rezar para cada Indulgência.
Recitar um Pai Nosso e uma Ave-Maria, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme sua piedade ou devoção (norma 23 parágrafo 5).

As três condições podem cumprir-se em vários dias, antes ou depois da execução da obra prescrita; convém, contudo, que a Sagrada Comunhão e a oração nas intenções do Sumo Pontífice se pratiquem no próprio dia da obra prescrita (norma 23 parágrafo 3). A indulgência plenária só se pode ganhar uma vez ao dia, contudo o fiel em artigo de morte pode ganhá-la, mesmo que já a tenha conseguido neste dia (norma 21 e parágrafos).

Ainda é importante ressaltar que...
Para lucrar a indulgência plenária anexa à igreja ou oratório, é a visita aos mesmos e neles se recitam o Pai Nosso e o Creio, a não ser em caso especial em que se marque outra coisa, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme sua piedade ou devoção (norma 22), e ainda o cumprimento das três condições (norma 23).

Concessões

Concede-se indulgência parcial ao fiel que, no cumprimento de seus deveres e na tolerância das aflições da vida, ergue o espírito a Deus com humilde confiança, acrescentando alguma piedosa invocação, mesmo só em pensamento.
“Vigiai e orai para não cairdes em tentação”. Mt 26, 41

Concede-se indulgência parcial ao fiel que, levado pelo espírito de fé, com o coração misericordioso, dispõe de si próprio e de seus bens no serviço dos irmãos que sofrem falta do necessário.
“Tive fome e me destes de comer...”.Mt 25, 35-36 e 40

Concede-se indulgência parcial ao fiel que se abstém de coisa lícita e agradável, em espírito espontâneo de penitência.
“Se pelo espírito mortificares as obras do corpo vivereis”.Romanos 8,13

E ainda...

Orações e Atos Indulgenciados

Muito importante!
Antes de enumerá-las é importante sugerir a leitura do Manual das Indulgências, pois algumas práticas exigem determinadas condições para recebê-las.

Recitar atos de virtudes teologais e de contrição.
Adoração ao Santíssimo Sacramento.
Oração ao Santo Anjo.
Oração do Angelus e Rainha do Céu.
Oração Alma de Cristo.
Benção Papal
Visita ao Cemitério
Comunhão Espiritual
Oração do Creio em Deus Pai
Adoração da Santa Cruz
Salmo 129 (130)) Oração De Prufundis
Dedicação ao ensino ou aprendizado da doutrina cristã
Oração Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus
Participar com devoção do solene rito que costuma encerrar o Congresso Eucarístico
Rezar Ladainhas, em especial do Santíssimo Nome de Jesus, do Sagrado Coração de Jesus, do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Nossa Senhora, de São José e de Todos os Santos
Rezar o Magnificat
Rezar o Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria
Salmo 50, o Miserere
Assistir devotamente às novenas públicas que se fizerem antes das solenidades do Natal, de Pentecostes e da Imaculada Conceição
Usar devotamente objetos de piedade bentos ritualmente por qualquer sacerdote ou diácono
Rezar Ofícios breves
Recitar orações aprovadas pela autoridade eclesiástica pelas vocações sacerdotais e religiosas
Se entregar a oração mental com piedade
Assistir atenta e dovotamente à sagrada pregação da Palavra de Deus
Fazer a 1ª Comunhão ou assistir esta cerimônia
Assistir devotamente a 1ª Celebração da Santa Missa de um sacerdote
Rezar o Rosário de Nossa Senhora (pode ser rezada a terça-parte, isto é, o Terço, mas as cinco dezenas devem ser recitadas juntas).
Ler a Sagrada Escritura, com a veneração devida, e a modo de leitura espiritual.
Rezar a Salve Rainha
Recitar no dia da celebração litúrgica de qualquer Santo, em sua honra a oração tomada no Missal ou outra aprovada pela autoridade eclesiástica
Fazer o Sinal da Cruz devotamente proferindo as palavras costumeiras: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Oração À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus....
Recitar com piedade Tão Sublime Sacramento...
Rezar Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis...
Fazer piedosamente o exercício da Via-Sacra
Visitar com devoção a igreja paroquial na festa do titular
Renovar as promessas do Batismo
Visitar piedosamente uma igreja ou oratório, quando aí se faz a Visita Pastoral

Invocações Breves (recitadas ou só concebidas na mente):
Jesus
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo
Bendito seja Deus
Seja como Deus quiser
Ajudai-me, Senhor
Atendei à minha oração
Tende piedade de mim
Perdoai-me, Senhor
Não permitais que eu me separe de vós
Ave Maria
Coração de Jesus, confio em vós.
Doce Coração de Maria, sede a minha salvação
Enviai, Senhor, operários à vossa messe
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo
Graças e louvores sejam dados a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento
Jesus, Maria, José
Jesus manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso.
Meu Senhor e meu Deus!
Nós vos adoramos e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo
Pai, em vossas mãos entrego meu espírito
Rogai por nós Santa Mãe de Deus para que sejamos dignos das promessas de Cristo
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós
Senhor, aumentai a nossa fé
Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós

“Nenhum sacrifício é mais agradável a Deus do que o zelo pela salvação dos homens...” E também: “O valor do mundo inteiro não se pode comparar com o valor de uma só alma”.

São Gregório Magno

******************************************

Fonte: http://www.recadosaarao.com.br/index.asp



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O PORGATÓRIO (PARTE VI)

O que nos leva ao Purgatório?

A Tibieza e o Pecado Venial

“A tibieza é o hábito não combatido do pecado venial, ainda que seja um só. Santo Afonso. A tibieza mina o espírito, sem que as pessoas percebam, nos enfraquece espiritualmente, amortece as energias da vontade e do esforço. Afrouxa a vida cristã. É um sistema de acomodações na vida espiritual do cristão.

Há muitos sinais de tibieza, mas o que a caracteriza é o pecado venial deliberado e habitual. udo quanto ofende a Nosso Senhor nunca é leve ou coisa sem importância para uma alma fervorosa. O pecado venial é uma ofensa a Deus, e nele há:

Três circunstâncias agravantes:

1ª - Uma injúria a Majestade Divina.
2ª - Revolta contra a Autoridade de Deus.
3ª - Ingratidão a Bondade Eterna.

“O hábito dos pecados veniais tira dos nossos olhos a malícia do pecado grave, e em breve não receamos passar das faltas mais leves aos maiores pecados”. São Gregório

Depois da morte, as menores penas que nos esperam é algo maior do que tudo que se possa padecer neste mundo. As menores faltas são punidas severamente”. Santo Anselmo

O que devemos fazer?

Eis as palavras de Santo Agostinho:

Devemos, pois socorrer os falecidos:
1º - Em razão do parentesco de sangue.
2º - Por gratidão, aos benfeitores nossos.
3º - Por justiça.
4º - Por caridade.

O Santo Cura d’Ars, São João Batista Vianney, era um devoto fervoroso das almas do Purgatório. Pedira a Deus a graça de sofrer muito. Os sofrimentos do dia, oferecia-os pela conversão dos pecadores, e os da noite, pelas almas do Purgatório. “Si soubéssemos como é grande o poder das boas almas do Purgatório (em nosso favor) sobre o Coração de Jesus, e se soubéssemos também quantas graças poderíamos obter por intercessão delas, é certo, não seriam tão esquecidas”. São João Batista Vianney

Como podemos ajudá-las?

Um dia, Santa Gertrudes rezava com fervor pelos falecidos, quando Nosso Senhor lhe fez ouvir estas palavras:

“Eu sinto um prazer todo especial pela oração que me fazem pelos fiéis defuntos, principalmente quando vejo que a compaixão natural se junta a boa vontade de a tornar mais meritória. A oração dos fiéis desce a todo instante sobre as almas do Purgatório, como um orvalho refrigerante e benéfico, como um bálsamo salutar que adoça e acalma suas dores, e ainda as livra das suas prisões mais ou menos rapidamente conforme o fervor da devoção com que é feita”.

E ainda noutra ocasião:

Oração

Aplicando as indulgências recebidas na oração em sufrágio, para a liberdade das almas do Purgatório. Aqui vemos a importância das indulgências, através delas pagamos à Justiça Divina o que devemos, ou as oferecemos pelas almas para que elas possam assim pagar o devem à Justiça Divina, e se libertarem para entrar no gozo Celeste.

Sofrimento

“Aliviemos as almas do Purgatório, aliviemo-las por tudo o que nos penaliza, porque Deus tem cuidado em aplicar aos mortos os méritos dos vivos”.São João Crisóstomo Podemos aceitar os nossos sofrimentos com amor e humildade, oferecendo-os em sacrifício pelas almas, afim de que elas sofram menos. É meritório para nós (santificação) e para as almas (alívio dos sofrimentos) oferecer a Nosso Senhor Jesus Cristo a cruz de cada dia pelos nossos falecidos. Quem não tem a sua cruz? É bom lembrar que, aceitando os sofrimentos da vida, em espírito de reparação, estaremos diminuindo as penas que poderemos experimentar se formos para o Purgatório. Não sabemos o nosso futuro.

Ato Heróico
Quando fazemos um ato de penitência e oração, como por exemplo rezar um Santo Terço de joelhos, há neste ato, três frutos diferentes:
1. Um fruto meritório – que não o podemos perder, é o mérito pessoal de quem o pratica, nos dá um acréscimo de graça e de glória.

2. Um valor satisfatório do ato – que é a penitência, o sacrifício, e este é para as almas, no Ato Heróico.

3. Uma força impetratória - que é a da oração como oração.

Fonte: www.recadosaarao.com.br/index.asp

O PURGATÓRIO (PARTE III)


Motivos pelos quais devemos socorrer as almas do Purgatório:

1º - O serviço que prestamos a Deus e a glória que lhe proporcionamos.

Imaginemos o que experimentaria o coração de uma mãe que, tendo conhecimento de que seu filho foi condenado à prisão por muitos anos, o visse de repente, trazido por um amigo que o ajudou a se libertar. E ainda, a glória que lhe proporcionamos, pois fomos criados para glorificar a Deus, e cada alma liberta do Purgatório, imediatamente voa ao Céu e glorifica incessantemente ao Senhor Deus Todo Poderoso.

2º - O serviço que prestamos a nós mesmos

Adquirimos certamente um protetor no Céu, as almas por nós ajudadas a se libertarem serão eternamente reconhecidas no Céu. No Céu também se ama e se é reconhecido. Constituímos no Céu um representante nosso que, em nosso nome, adora, louva e glorifica o Senhor, enquanto estamos em vida ocupados em trabalhos e fadigas, elas adoram a Deus também em nosso nome.

“Tudo quanto peço a Deus pela intercessão das almas do Purgatório me é concedido”.
Santa Teresa

“Quando quero obter com segurança uma graça, recorro às almas padecentes e a graça que suplico sempre me é concedida”. Santa Catarina de Bolonha

3º - As principais virtudes que assim praticamos

Socorrendo as almas do Purgatório praticamos a caridade em toda sua extensão. Ajudamos ao nosso próximo no dia-a-dia, em diversas circunstâncias, também devemos fazê-lo às almas do Purgatório, e ainda mais, porque sabemos que não podem socorrer a si mesmas.

4º - O julgamento que nos espera após a morte

É obra de caridade rezar por quem precisa. “Tudo que fizerdes aos meus pequeninos e a mim que o fazeis”. Nos disse o Senhor Jesus, e ainda “Tudo o que damos por caridade às almas do Purgatório converte-se em graças para nós, e, após a morte, encontramos o seu valor centuplicado”. Nos ensinou Santo Ambrósio. Nós podemos rezar por nós e por elas, e as almas do Purgatório não podem se ajudar. Nós podemos pagar as suas dívidas, para que alcancem a liberdade. E ainda, não podemos nos esquecer de que um dia poderemos estar no Purgatório.



quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O PURGATÓRIO (PARTE II)



Como são os sorimentos no Purgatório:

1º Sofrimento - Pena dos Sentidos

“Reuni todas as penas que os homens têm sofrido, sofrem e sofrerão, desde o princípio do mundo até o fim dos tempos; juntai todos os tormentos que os tiranos e os algozes têm feito sofrer aos mártires: será uma pálida imagem dos tormentos do Purgatório; e, se as pobres encarceradas fosse permitida a escolha, prefeririam aqueles suplícios durante mil anos a ficarem no Purgatório mais um dia”.Santa Catarina de Gênova

“A dor não é o golpe que recebe, mas a sensação dolorosa desse golpe”.São Tomás de Aquino

“O fogo que envolve é o mesmo que atormenta os condenados no inferno, e esse fogo, oh, é terrível!”. São Tomás de Aquino

“As penas do Purgatório são passageiras, não são eternas, mas creio que são mais terríveis e insuportáveis que todos os males desta vida”. São Gregório Magno

“Como deve ser maravilhoso o Céu, pois Deus exige uma purificação tão dolorosa das almas”.Sta Catarina de Sena

2º Sofrimento – Pena do Dano

É a separação forçada de Deus ou uma força irresistível, que a cada instante afasta bruscamente de Deus a alma que a todo momento, por instinto de sua natureza, corre a se unir com Ele. Imaginemos uma mãe que chamada pelo filho prestes a ser devorado por uma fera, fosse retida por uma força invencível no momento em que se precipitasse em seu socorro. Para as almas esta sensação é uma constante.

3º Sofrimento – Impotência de se acudirem a si próprias

É a impotência absoluta, não podem nem fazer penitência, nem merecer, nem satisfazer à Justiça Divina, nem ganhar uma indulgência, nem receber os Sacramentos.

Mais uma vez é importante lembrar que nós podemos ajudá-las a se libertarem.

4º Sofrimento – O conhecimento dos seus pecados

As almas do Purgatório vêem as coisas de Deus diferente de nós, esclarecidas pela Divina Luz, compreendem elas o respeito, o amor, a obediência que deviam a Deus, e ainda, a ingratidão dos pecados que cometeram. Essa ingratidão as oprime de tantos remorsos, que elas sentem a necessidade de sofrer para expiar tanta falta de amor, e ainda, a esse sentimento se une o pensamento de que teriam podido facilmente evitar em vida as faltas que as fazem sofrer.

5º Sofrimento – O esquecimento em que caem

As almas sofrem com o esquecimento dos seus, elas pedem o repouso, o refrigério e a luz, e não rezamos por elas o quanto deveríamos, para libertá-las desse estado.

6º Sofrimento – Incerteza do tempo de permanência no Purgatório

Na eternidade não há mais tempo. O tempo não é como o nosso, elas sofrem sem saber quando vão se libertar. Um minuto nosso para elas é uma eternidade.

“Eu temo, temo do bom conceito que meus amigos têm feito de mim; entendendo que eu já estou no Céu, sem querer me deixarão ficar no Purgatório”. São Francisco de Sales

“De boa vontade eu ficaria cem mil anos no Purgatório, pois teria a certeza do paraíso”. São Bernardino de Sena

O estado das almas do Purgatório nos ensinamentos de São Francisco de Sales:

1º - As almas do Purgatório estão numa contínua união com Deus e perfeitamente submissas à vontade de Deus. Não podem deixar esta união divina e nunca podem contradizer a divina vontade, como nós neste mundo;

2º - Elas se purificam com muito amor e com toda boa vontade, porque sabem que isto á da vontade de Deus. Sofrer para fazer a vontade de Deus é uma alegria para elas;

3º - Elas querem ficar na maneira que Deus quer e quanto tempo ele quiser;

4º - São impecáveis e não podem experimentar o mais leve movimento de impaciência, nem cometer uma imperfeição sequer;

5º - Amam a Deus mais do que a si próprias, e mais do que todas as coisas, e com um amor muito puro e desinteressado;

6º - São consoladas pelos Anjos;

7º - Estão seguras da sua salvação e com uma segurança que não pode ser confundida;

8º - As amarguras que experimentam são muito grandes, mas numa paz profunda e perfeita;

9º - Se pelo que padecem estão como numa espécie de inferno, quando a dor, é um paraíso de doçura quanto a caridade mais forte do que a morte;

10º - Feliz estado, mais desejável que temível, pois estas chamas do Purgatório são "chamas do Amor!”

“Falam só das penas daquele lugar e nunca da felicidade e da paz que desfrutam as almas que lá estão. É verdade que os sofrimentos são extremos e as maiores e mais terríveis dores desta vida não se podem comparar a eles, mas também as satisfações interiores são tais e tantas que nenhuma prosperidade e alegria da terra a elas se podem igualar”. São Francisco de Sales

“Sim, o tormento delas é tão grande que nenhuma língua humana pode exprimí-lo, mas as suas delícias são de tal modo inebriantes que só a felicidade dos eleitos podem dar uma idéia”.
Sta Catarina de Gênova no Tratado do Purgatório


Fonte: http://www.recadosaarao.com.br/index.asp

O PURGATÓRIO (PARTE I)

Olá pessoal, depois de muito tempo sem postar nada, volto com força total e inicio essa atualização com assuntos muito importantes e bastante debatido: O Purgatório

O PURGATÓRIO EXISTE?


A DOUTRINA DO PURGATÓRIO E AS INDULGÊNCIAS

O que é Purgatório?

Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu.
Catecismo da Igreja Católica nº 1030

É um Dogma de Fé e por isso nenhum cristão pode colocar em dúvida sua existência. A Santa Igreja, baseando-se na Sagrada Escritura e na Tradição, definiu basicamente nos Concílios de Florença e de Trento o que devemos acreditar sobre este assunto.

Estado de espírito onde as almas pagam as dívidas à Justiça Divina.

É muito importante saber que...

As almas do Purgatório já não podem mais merecer, isto é, não têm a possibilidade de alcançar méritos, não podem fazer nada para merecer a vida eterna, precisam de nós que ainda temos à nossa disposição os Tesouros da Redenção, que é formado pelos os Méritos infinitos de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos.

Isto entenderemos melhor mais adiante...

“Entre o último suspiro, e a eternidade, há um abismo de misericórdia”. São Francisco de Sales

O Purgatório na Palavra de Deus

A doutrina sobre o Purgatório não está explícita na Bíblia Sagrada, no entanto, algumas passagens dão as idéias fundamentais de sua existência.

· Em 2 Macabeus 12, 39-46 – “...puseram-se em oração para pedir que o pecado cometido fosse cancelado”. “...ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado”.
· Em Mateus 5, 25-26 – “...dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.
· Em Mateus 12, 31-32 – “...não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro”.
· No Apocalipse 21, 27 – “Nela jamais entrará algo de imundo”.

Por que motivos podemos ir para o Purgatório?

Todo pecado trás como conseqüência duas coisas: A culpa e a pena (pena eterna + pena temporal). Pela verdadeira contrição e pelo Sacramento da Reconciliação, ficam perdoadas a culpa e a pena eterna. Todavia, permanece a pena temporal, o dever da penitência e da reparação do mal que cometemos. Fica uma dívida que devemos pagar à Justiça de Deus, nesta vida ou no Purgatório.

elas Indulgências podemos diminuir e até apagar toda a pena temporal. Sobre as indulgências falaremos adiante...

Assim podemos resumir os motivos que nos levam ao Purgatório:
1º - pelos pecados veniais não remidos ou perdoados neste mundo;
2º - pelas inclinações viciosas deixadas em nossa alma pelo hábito do pecado e
3º - pela pena temporal devida a todo pecado mortal ou venial cometido depois do batismo e não expiado ou expiado insuficientemente nesta vida.


Continua...

**********************************************
Fonte: http://www.recadosaarao.com.br/index.asp

sábado, 12 de setembro de 2009

PARAMENTOS

O Cânon 929 do Código de Direito Canônico prescreve que se utilizem, obrigatoriamente, os paramentos descritos nas regras litúrgicas. Na Missa, os paramentos utilizados pelo padre, são a alva, o amito, a estola, o cíngulo, a casula e o manípulo; o Bispo, além desses, utiliza a cruz peitoral e a mitra, além de ter nas mãos o báculo; o diácono usa alva, amito, estola, cíngulo e dalmática; o acólito, se estiver de batina, usa a sobrepeliz por cima, e, sem ela, apenas alva e cíngulo. Os ministros ordenados coloquem a alva, que consiste em uma veste branca que reveste o corpo inteiro, e, se necessário, o amito, pano quadrado utilizado para cobrir as partes da roupa não-litúrgica que estiver por baixo da alva. Depois, devem vestir a estola (ao longo do corpo para os sacerdotes; transversa para os diáconos), com a cor respectiva do tempo ou da festa. Segurando a estola para mantê-la junto ao corpo, deve estar o cíngulo, a não ser que a forma da alva dite o contrário – quando, por exemplo, já houver uma espécie de cíngulo costurado àquela. Por cima de tudo, deve estar a casula, com a cor correspondente, e que pode ser de duas formas, gótica e romana. O manípulo é um pano que fica no punho do sacerdote, e tem a cor da casula e da estola; é um paramento optativo depois da reforma do Vaticano II. O diácono, ao invés da casula, usa a dalmática, que deve ter a cor do tempo ou da festa também.

Ao contrário do que pensam alguns, a casula é obrigatória! Não bastam alva e estola! A casula é a veste própria do sacerdote, e simboliza a Cruz, a dignidade própria do padre! Quem a aboliu de seus cultos foram os protestantes mais exaltados, para negarem o caráter sacrifical da Missa. Se a Santa Missa é a Cruz tornada presente, mesmo invisível, a casula a torna visível, por seu simbolismo. A casula remete ao sacrifício!

Entretanto, quando a Missa for celebrada fora do recinto sagrado, i.e., em local que não seja uma igreja ou oratório, há um indulto em alguns países "no Brasil, inclusive, por determinação da CNBB, decidida em sua 11a Assembléia Geral, e aprovada pela Santa Sé em 31 de maio de 1971 ", para que se possa utilizar uma veste que seja um misto de alva e casula: a túnica. Ao invés de alva, amito, estola, cíngulo e casula, pode ser usada, nesses casos, túnica e estola. Mesmo assim, é uma opção que deve ser evitada na maioria dos casos, servindo apenas para quando houver dificuldade de conseguir as vestes apropriadas, quer pela distância do local, quer por outros fatores pastorais.

Outrossim, quando a Missa for concelebrada por mais de um sacerdote, a obrigação de usar a casula é só do celebrante principal, ou presidente. Os demais celebrantes não necessitam utilizar a casula, embora seja vivamente recomendável que o façam, se possível até com um feitio de casula diferente para o presidente da Santa Missa (uma sugestão é que o sacerdote principal utilize paramentos romanos e os demais góticos, ou o contrário).

O calor, contudo, não justifica o abandono da casula: usem casulas de tecido mais leve!

Em outros ritos litúrgicos, a norma é que, se estiver o ministro (Bispo, padre ou diácono) vestindo batina, coloque a sobrepeliz por cima, com a estola e o pluvial, e não estando com aquela, utilize alva, cíngulo, estola e, se achar conveniente, pluvial capa magna; os acólitos vistam-se como de costume.

Na Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, a regra é diferente: durante a exposição, por cima do conjunto de alva, cíngulo e estola, sem batina, ou de batina, sobrepeliz e estola, o sacerdote ou diácono que expuser o Santíssimo pode usar pluvial; durante a bênção, se ela for solene, i.e., com a Hóstia consagrada no ostensório, deve usar o pluvial, e se for simples, com a Hóstia consagrada no cibório, seu uso é optativo; em qualquer das bênçãos, solene ou simples, deve ser usado o véu umeral por cima das outras vestes. Em algumas igrejas, os sacerdotes utilizam apenas o umeral, esquecendo o pluvial " capa magna ", ou o contrário. Isso está errado!

Pode a estola ser colocada por cima da casula? Não! A estola deve ser corretamente colocada sobre a alva e sob a casula, pois esta, como símbolo da caridade de Cristo além de o ser da Cruz , deve cobrir o sacerdote, como Seu amor nos reveste totalmente. Além disso, as rubricas dispõem que seja assim.

É possível que o celebrante ofereça a Santa Missa trajando a estola somente por cima da batina ou do hábito religioso, sem usar alva? Outro costume que está tristemente generalizado. A batina é a veste cotidiana do sacerdote diocesano e de certas ordens e congregações religiosas jesuítas, legionários de Cristo etc. O hábito, por sua vez, é o equivalente da batina para os religiosos sacerdotes ou não da maioria das ordens e congregações. Assim, há o hábito dos beneditinos, o dos dominicanos, o dos cistercienses, o dos redentoristas, o dos franciscanos, o dos capuchinhos, o dos carmelitas, o dos carmelitas descalços, o dos servitas, o dos agostinianos, o dos trapistas, e assim por diante. A função do hábito ou da batina é servir de vestimenta diária, e não de paramento propriamente litúrgico: não é para o uso nas cerimônias da Igreja, e sim para o trajar do dia-a-dia, podendo, aliás, ser substituído por camisa clerical com colarinho romano, estilo clergymen.

Em vista disso, se um sacerdote celebrar a Missa com a batina ou hábito como se fossem substitutos da alva, estará equivocado. Já vi um sacerdote carmelita celebrar a Santa Missa sem alva, usando a estola e a casula diretamente sobre o hábito de sua ordem. Outra vez, vi um padre capuchinho celebrar da mesma forma, com a agravante de estar, inclusive, sem a casula: e ainda justificou o uso do hábito pelo fato de ser frade! Ora, nada mais errôneo! Seu hábito é para o uso cotidiano; na Missa, deve, por cima do hábito ou, no calor, no lugar dele, vestir a alva, e só depois a estola e a casula.

Nem mesmo os sacerdotes de ordens e congregações que tenham hábito branco, ou diocesanos que tenham sua batina nessa cor, podem presumir que sua veste em vista de ser a mesma cor da alva substitua a alva. Não há privilégio algum vigente, nem poderia haver!

"Está reprovado o uso de celebrar, ou até concelebrar, só com a estola em cima da cógula monástica (nota do autor: i.e., hábito religioso), em cima da batina ou do traje civil." (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Liturgicae Instaurationes, 8 c)

Como devem estar trajados os clérigos que, assistindo a Santa Missa, não a estejam celebrando? Se estiverem assistindo a Missa sem serem oficialmente convidados, da mesma maneira que simples fiéis, basta que estejam com seu traje comum: batina, hábito do instituto religioso, camisa com colarinho romanoclergyman. Do contrário, se lhes for concedido um lugar de destaque, por alguma razão especial qualquer, por cima da batina devem usar sobrepeliz e, se quiserem, também barrete. Sendo Bispos, devem estar com o traje talar apropriado por cima da sobrepeliz. Os cardeais têm a batina e o traje talar vermelhos, como os Bispos e Monsenhores os têm de tom violáceo ou batina preta com traje talar violáceo.

Os clérigos que, estando presentes, desempenharem alguma função litúrgica, sem celebrarem, como no caso de ordenações ou de auxílio na distribuição da Sagrada Comunhão, devem, por cima da sobrepeliz, trajar a estola com a cor respectiva.

http://shemaemdefesadafe.blogspot.com/2009/04/visao-teologica-da-missa-e.html

Rito da Paz e os Avisos

O Rito da Paz inicia-se logo após o Embolismo do Pai Nosso. Tendo os fiéis respondido "Vosso é o Reino...", o sacerdote celebrante reza: "Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo." (Missal Romano; Ordinário da Missa; Oração da Paz) Essa oração, ao contrário do que acontece em algumas paróquias, é dita somente pelo padre. Os fiéis permanecem em silêncio, anuindo ao desejo do sacerdote com seu Amém.

Feita prece, o celebrante, se for conveniente " por condições de tempo, lugar e evento particularmente festejado ", pode exortar a todos que se saúdem transmitindo a paz do Senhor aos que estão participando da Missa. Usa, então, alguma das fórmulas de exortação ou alguma semelhante.

Cuide-se que o Rito da Paz não se torne desorganizado, com pessoas saindo de seus lugares e dando à Santa Missa um aspecto pouco piedoso. A balbúrdia e a bagunça não devem ser parte da Celebração Eucarística. Qualquer dispersão pode perturbar a devida devoção, que se requer para a frutuosa participação no sacramento a receber.

É por esse motivo que as rubricas não prescrevem nenhum canto específico para esse momento, nem prevêem que possa ser entoada uma música, como essas costumeiras que vemos por aí, cantadas como se fossem "cantos de paz". Não há, liturgicamente falando, "canto de paz", como não existe "canto de glória".

Claro que, em situações bem específicas e havendo justo motivo, a saudação do Rito da Paz pode ser acompanhada por algum canto, mesmo que não esteja previsto, desde que não favoreça a dispersão da comunidade e uma certa excitação dos fiéis. Tal canto seja prudentemente escolhido e favoreça a ato celebrado. Lembremos: só em ocasiões isoladas! Não se faça do "canto de paz" uma regra na Missa da paróquia.

Há uma oração que, como o nome diz, não é "Oração depois dos Avisos", mas " Oração depois da Comunhão". Deve, portanto, ser feita logo após a Ação de Graças, momento no qual o fiel deve deleitar-se da presença de Cristo em sua alma.

Os avisos e comunicações, se necessários, podem ser dados, pelo padre, durante a homilia, ou, por qualquer pessoa, após a Oração depois da Comunhão. Em algumas igrejas, os avisos são dados, erroneamente, antes dessa oração, o que está errado, visto que seu nome é "Oração depois da Comunhão", e não "Oração depois dos Avisos".


http://shemaemdefesadafe.blogspot.com/2009/04/visao-teologica-da-missa-e.html

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O PAI NOSSO

Não se deve inventar letra ou oração alguma para substituir o Pai Nosso. Reze-se o Pai Nosso com o texto liturgicamente previsto, sem acréscimos ou omissões. Quando for cantado, também não é permitido acrescentar nem omitir nada do texto aprovado nem o tristemente disseminado "Pai Nosso que estais nos céus, Pai Nosso que estais aqui." A oração do Pai Nosso deve ser feita tal qual está no Missal, e não com uma letra diferente, ainda que só ligeiramente alterada.

Só o sacerdote levanta as mãos, pois está rezando em nome da comunidade. Dispensável, pois, que os fiéis as levantem. Não há, entretanto, proibição expressa para isso, e muitos liturgistas experientes e bastante ortodoxos, como o Mons. Peter Elliott, consultor do Vaticano e autor de Cerimonies of the Modern Roman Rite (em espanhol, Guia Pratica de la Liturgia) e de Liturgical Question Box, não se posicionam contrários a que os fiéis também levantem as mãos. Como a questão é controvertida, somos da opinião de que, como tudo o que é dispensável em liturgia e que não esteja prescrito deve ser evitado, os fiéis não as levantem.

Não se pode, outrossim, dar as mãos durante o Pai Nosso, como é costume, infelizmente, em muitas paróquias. Além de não estar previsto no Missal, não há sentido algum em dar as mãos, eis que não aponta para o ato sacrifical, além de conferir um certo ar esotérico incompatível com a Fé católica. A origem da oração de mãos dadas está nas devoções particulares, próprias de alguns movimentos, e, em si, é lícita. Ocorre que a liturgia, por seu caráter público, não é ocasião propícia para que sejam utilizados elementos da piedade individual.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

ORAÇÃO EUCARÍSTICA (continuação)

"O Per Ipsum (por Cristo, com Cristo, em Cristo) por si mesmo é reservado somente ao sacerdote. Este Amém final deveria ser enfatizado sendo feito cantado, desde que ele é o mais importante de toda a Missa." (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Inestimabile Donum, 4)

"No fim da Oração Eucarística, o Sacerdote, tomando a patena com a hóstia e o cálice ou elevando ambos juntos, profere sozinho a doxologia "Por Cristo". Ao término, o povo aclama "Amém". Em seguida, o Sacerdote depõe a patena e o cálice sobre o corporal." (Instrução Geral do Missal Romano, 151)

"A doxologia final da Oração Eucarística é proferida somente pelo Sacerdote celebrante principal, junto com os demais concelebrantes, não, porém, pelos fiéis." (Instrução Geral do Missal Romano, 236)

Quanto a estender a mão para o altar, como que para se unir ao sacerdote, é outro ato que, além de não ser previsto pelas normas litúrgicas o que mostra sua proibição tácita, segundo o costume de interpretação da liturgia, demonstra-se estéril, desprovido de qualquer sentido. Unir-se ao sacerdote para que? Para oferecer também o sacrifício? Com que autoridade? A do Batismo, que confere aos fiéis um sacerdócio comum, não é suficiente, necessitando-se da autoridade do sacerdócio hierárquico conferido pela Ordem. Se não se pode falar a oração, tampouco fazer outro gesto com o mesmo objetivo.

O documento da Igreja que acompanha cada edição oficial do Missal em rito romano é claro ao explicar o modo de escolha da Oração Eucarística:

A escolha entre as várias Orações eucarísticas, que se encontram no Ordinário da Missa, segue, oportunamente, as seguintes normas:

a) A Oração eucarística I, ou Cânon romano, que sempre pode ser usada, é proclamada mais oportunamente, nos dias em que a Oração eucarística tem o Em comunhão próprio ou nas Missas enriquecidas com o Recebei, ó Pai, próprio, como também nas celebrações dos Apóstolos e dos Santos mencionados na mesma Oração; também nos domingos, a não ser que por motivos pastorais se prefira a Terceira Oração eucarística.

b) A oração eucarística II, por suas características particulares, é mais apropriadamente usada nos dias de semana ou em circunstâncias especiais. Embora tenha Prefácio próprio, pode igualmente ser usada com outros prefácios, sobretudo aqueles que de maneira sucinta apresentem o mistério da salvação, por exemplo, os prefácios comuns. Quando se celebra a Missa por um fiel defunto, pode-se usar a fórmula própria proposta no respectivo lugar, a saber antes do Lembrai-vos também.

c) A Oração eucarística III pode ser dita com qualquer Prefácio. Dê-se preferência a ela nos domingos e festas. Se, contudo, esta Prece for usada nas Missas pelo fiéis defuntos, pode-se tomar a fórmula especial pelo falecido, no devido lugar, ou seja, após as palavras: Reuni em vós, Pai de misericórdia todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

d) A Oração eucarística IV possui um Prefácio imutável e apresenta um resumo mais completo da história da salvação. Pode ser usada quando a Missa não possui Prefácio próprio, bem como nos domingos do Tempo comum. Não se pode inserir nesta Oração, devido à sua estrutura, uma fórmula especial por um fiel defunto. (Instrução Geral do Missal Romano, 365)

Além dessas preces universais, existem outras para circunstâncias especiais, compostas por diferentes conferências episcopais e aprovadas pela Santa Sé. Cada uma delas seja usada conforme a necessidade (v.g., para crianças, para celebrações que enfatizem a reconciliação etc).

Evite-se, por isso, cair no uso de apenas uma das orações, valorizando, sobretudo, o Cânon Romano, presente já na forma tradicional da Missa, dita tridentina, e preservada na reforma de Paulo VI.

Durante a Consagração, é obrigatório o silêncio! Infelizmente popularizou-se, especialmente por grupos de música ligados à espiritualidade da Renovação Carismática Católica, o costume de entoar cantos de louvor ao Santíssimo Sacramento após ou durante a Consagração. Isso está terminantemente proibido! Nem mesmo acompanhamento instrumental é permitido. É silêncio absoluto! Conferir Instrução Geral do Missal Romano, 32.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

ORAÇÃO EUCARÍSTICA

Cân. 907 “Na celebração eucarística, não é lícito aos diáconos e leigos proferir as orações, especialmente a oração eucarística, ou executar as ações próprias do sacerdote." (Código de Direito Canônico)


Por sua vez, uma instrução da Cúria Romana explicita o assunto, ao disciplinar: "Está reservado ao sacerdote, em virtude de sua ordenação, proclamar a Oração Eucarística, a qual por sua própria natureza é o ponto alto de toda a celebração. É, portanto, um abuso que algumas partes da Oração Eucarística sejam ditas pelo diácono, por um ministro subordinado ou pelos fiéis. Por outro lado isso não significa que a assembléia permanece passiva e inerte. Ela se une ao sacerdote através do silêncio e demonstra a sua participação nos vários momentos de intervenção providenciados para o curso da Oração Eucarística: as respostas no diálogo Prefácio, o Sanctus, a aclamação depois da Consagração, e o Amém final depois do Per Ipsum." (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Inestimabile Donum, 4)

"A proclamação da Oração Eucarística, que por sua natureza, é pois o cume de toda a celebração, é própria e exclusiva do sacerdote, em virtude de sua mesma ordenação. Por tanto, é um abuso fazer que algumas partes da Oração Eucarística sejam pronunciadas pelo diácono, por um ministro leigo, ou ainda por um só ou por todos os fiéis juntos. A Oração Eucarística, portanto, deve ser pronunciada em sua totalidade, tão somente pelo Sacerdote." (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Redemptionis Sacramentum, 52)


A Oração Eucarística contém a Consagração, i.e., o próprio sacrifício, e também outras partes que, por sua essência, conferem os motivos pelos quais oferecemos o mesmo sacrifício. O que, por isso, não é ato sacrifical a Consagração, é ou a preparação para ele ou a explicitação das razões pelas quais oferecemos aquele. Portanto, como sacrifício ou parte essencialmente anexa, deve ser feita a Oração Eucarística pela pessoa investida na dignidade sacerdotal, dotada, pelo sacramento da Ordem, da virtude do sacerdócio de Cristo. Por conseguinte, os leigos não podem dizer nenhuma parte da Oração Eucarística, somente as respostas próprias que sejam prescritas pelo Missal. O celebrante que oferece aos leigos, ou a clérigos desprovidos da dignidade sacerdotal, que digam a Oração Eucarística, está ignorando sua posição no Corpo de Cristo, está desprezando o caráter sacrificador que foi impresso em sua alma quando do recebimento do sacramento da Ordem. Por mais que digam o contrário, há sim diferença entre o leigo e o padre, entre o sacerdócio hierárquico deste e o sacerdócio comum daquele, e diferença de essência, não apenas de grau. A Oração Eucarística não pode ser interrompida, nem mesmo para explicações pretensamente catequéticas: a melhor catequese é a liturgia bem celebrada! "O Presidente (n.a.: da celebração) não intervenha durante a Oração Eucarística." (Instrução Geral do Missal Romano, 31) Por isso, exclui-se também qualquer instrução no meio da Oração Eucarística, ainda que de poucas palavras.

A Missa é sacrifício, já sabemos. O ato próprio em que Cristo, a Vítima, é sacrificado, se dá na Consagração do pão e do vinho, que suas substâncias mudam-se no Seu Corpo e Sangue. Todavia, se a Consagração é o sacrifício em si, há um momento em que ele é oferecido ao Pai. Depois de sacrificar a vítima, devemos oferecê-la ao destinatário. Na Santa Missa, o oferecimento do sacrifício ao Pai ocorre quando o sacerdote diz o "Per Ipsum", o "Por Cristo". Pela letra do texto, vemos que se trata de um oferecimento mesmo do Cristo sacrificado durante a Consagração. Ora, tal oferecimento é ato propriamente sacerdotal, e, como tal, é feito por Jesus Cristo, único e Sumo-Sacerdote. E o modo como Jesus Sacerdote age na Missa é através dos que a Ele se unem pelo sacramento da Ordem, os padres, em virtude do qual passam esses últimos a desempenhar sua ação sacerdotal que brota de Cristo. Não há sentido nos leigos rezarem tal oração. É como se os leigos pudessem consagrar. Não se trata de simples proibição, ainda que também o seja, mas de uma afirmação da esterilidade dessa oração ser recitada por quem não goza do sacerdócio hierárquico da Igreja.


**************************************************************************************


Continua na próxima...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

4ª PARTE: OFERTÓRIO

Ordinariamente, os objetos utilizados na Liturgia Eucarística vasos sagrados, missal, dons etc devem estar não sobre o altar, mas na credência, espécie de mesa auxiliar.

Terminada a Liturgia da Palavra, o diácono prepara o altar. (cf. IGMR, 74) Nas Missas sem diácono, qualquer ministro leigo pode preparar o altar. O acólito ou outro ministro leigo coloca sobre o altar o corporal, o purificatório, o cálice, a pala e o missal. (Instrução Geral do Missal Romano, 139)

Durante o Ofertório, os fiéis são convidados a manifestar sua gratidão a Deus mediante contribuições financeiras e, principalmente, pela união de seus corações ao de Cristo que se oferece no Sacrifício da Missa. Não se incorpore, todavia, ao rito da Missa orações não previstas pelos livros litúrgicos, como a disseminada Oração do Dizimista ou a esta assemelhadas, principalmente se substituir a Oração sobre as Oferendas, o que, neste último caso, é considerado abuso gravíssimo!

O principal ato do Ofertório, todavia, é o agradecimento que o sacerdote faz dos dons pão e vinho sobre os quais irá orar, mudando-os, na hora da Consagração, no Corpo e no Sangue do Senhor.

"Convém que a participação dos fiéis se manifeste através da oferta do pão e do vinho para a celebração da Eucaristia, ou de outras dádivas para prover às necessidades da igreja e dos pobres. As oblações dos fiéis são recebidas pelo Sacerdote, ajudado pelo acólito ou outro ministro. O pão e o vinho para a Eucaristia são levados para o celebrante, que os depõe sobre o altar, enquanto as outras dádivas são colocadas em outro lugar adequado." (Instrução Geral do Missal Romano, 140)

O celebrante eleva um pouco a patena com a hóstia, dizendo em silêncio as palavras de agradecimento. Depois, no lado do altar, derrama o vinho no cálice com um pouco de água, falando, ainda em silêncio, as palavras que o rito manda que se digam (Por esta água...). Em seguida, retorna ao centro do altar e faz com o cálice de vinho o mesmo que fez com a patena contendo o pão. Afasta-se um pouco e inclina-se profundamente, rezando uma prece específica prescrita pelo Missal: De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus. (Missal Romano; Ordinário da Missa; Preparação das Oferendas) Volta o sacerdote ao lado do altar, e procede ao lavabo, em que pode ser auxiliado por um acólito ou servo, pedindo a Deus a purificação de seus pecados para melhor oferecer o sacrifício. É proibido fazer o Ofertório dos dois dons pão e vinho ao mesmo tempo.

Pode haver uma procissão em que os fiéis levam os dons do pão e do vinho ao presbitério. Pode, além disso, haver um canto de ofertório. Esse canto, opcional como dissemos, é entoado durante a preparação do altar, durante a procissão das oferendas e durante o Ofertório propriamente dito, ou somente na primeira parte, e ainda apenas na primeira e na segunda. Se, durante as orações de agradecimento do Ofertório "Bendito sejais..." , não houver canto, elas são ditas em voz alta, ocasião na qual os fiéis devem responder: Bendito seja Deus para sempre.

A Oração sobre as Oferendas, como a Coleta e a Oração depois da Comunhão, são parte do Próprio da Missa. Cada Missa tem a sua, e o sacerdote, depois de feito o Ofertório, convida os fiéis a se unirem a ele, em silêncio, na oração. Antigamente, a Oração sobre as Oferendas era chamada Secreta.

Chama o sacerdote o povo com as palavras habituais: "Orai, irmãos e irmãs..." A assembléia, ao ouvir esse convite, levanta-se e responde: "Receba o Senhor por tuas mãos..." Em seguida, o celebrante reza a oração, ao final da qual todos respondem com o amém costumeiro. O acólito pode segurar o missal para auxiliar o padre na leitura da prece. Repetimos que não é possível substituir essa oração por qualquer outra, nem pela chamada "do Dizimista".

FONTE: shemaemdefesadafe.blogspot.com